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Terra
Brasilis chega ao fim, com frutos que vão durar a vida inteira
Mais de 100 pais e convidados assistiram no sábado, dia
5 de novembro, o encerramento do Projeto de Conclusão de curso dos alunos da
8ª série: Terra Brasilis.
A apresentação fez jus à riqueza deste projeto que,
desde o início do ano, mobiliza todas as turmas da 8ª série.
Passando pelos principais momentos históricos e
políticos do país, o evento emocionou a todos. Os alunos mostraram danças
tradicionais como a catira, o xaxado e até mesmo uma dança típica vinda da
experiência que tiveram no Rodeio de Cotia. Aconteceu também uma bela
apresentação musical de chorinho com a aluna Isabella, tocando flauta doce.
Os convidados também avaliaram os portfólios dos
trabalhos dos grupos, viram as fotos tiradas durante todo o projeto,
conheceram o artesanato do Figureiro de Taubaté (que realizou, durante o
projeto, uma oficina com os alunos) e participaram de uma divertida
atividade com o cordelista César Obeid.
As experiências vividas no Rodeio de Cotia, na festa do
Tropeiro, e na Romaria foram inesquecíveis e puderam ser compartilhadas com
as famílias durante a apresentação. Assim, os pais puderam fazer parte de
uma viagem na qual todos somos passageiros: a trajetória da formação da
cultura brasileira.
Clique e
veja algumas fotos do evento.
Projeto Terra
Brasilis traz Figureiro de Taubaté para uma oficina com os alunos

Barro cru, mãos exímias na arte de esculpir,
tintas coloridas e muita, muita história para contar. Foi assim, entre
tantas sensações diferentes e descobertas, que os alunos do Magno passaram
uma tarde com um dos mais importantes Figureiros de Taubaté, Eduardo Vieira.
Figureiros? Sim, artesãos que desenham peças coloridas moldadas em barro –
como as tradicionais galinhas d’Angola – típicas, por exemplo, da região de
Taubaté.
Depois de contar a tradicional história dos Figureiros,
que teve inclusive uma de suas peças escolhida para ser o símbolo de
artesanato paulista, Eduardo fez com os alunos uma riquíssima oficina.
No ateliê de artes, os alunos aprenderam a moldar a
galinha d’Angola, com o barro que Eduardo retira do Rio Itaim, em Taubaté, e
passa no moinho antes de ser utilizado. Depois de moldar a “família” de
galinhas que se chama Galinhola, na arte dos figureiros, os alunos levaram
as peças para queimar no forno da escola, que é apropriado para esta
técnica.
De volta ao ateliê, foi a vez de colocar cor, muita
cor, nas peças. Eduardo explicou a importância de utilizar cores vibrantes e
bem coloridas que são a característica mais marcante desta arte, que retrata
o cotidiano da vida do interior, com seus tipos, costumes e temas
religiosos.
E assim, os alunos puderam conhecer e aprender mais
sobre a rica cultura popular brasileira, nesta incrível viagem pelo Terra
Brasilis.

Alunos da 8ª série fazem muito
fuxico – no bom sentido, claro!
Para a maior parte das pessoas, fuxico significa fofoca, falatório. Os
alunos da 8ª série do Ensino Fundamental, porém, estão descobrindo um novo
sentido para a palavra: trata-se de um trabalho artesanal, que existe há
mais de 150 anos. São trouxinhas de pano, feitas com sobras de tecidos. Com
um punhado de retalhos e muita criatividade, dá para fazer de tudo: roupas,
bolsas, adereços, colchas, almofadas. Hoje o fuxico é utilizado por grandes
estilistas e faz sucesso nas principais passarelas do mundo.
Dentro do projeto Terra
Brasilis, por meio do qual conhecem as raízes culturais brasileiras, os
alunos aprenderam a técnica e já fizeram centenas de fuxicos que serão
utilizados não só no portfólio do trabalho, como também na confecção de
várias mantas para bebês, que serão doadas para o projeto de voluntariado do
Magno, que este ano está trabalhando com a Creche Miguel Franchini, que
cuida de 144 crianças carentes.
Os alunos também
pesquisaram curiosidades sobre o fuxico e descobriram que esse nome tem uma
origem muito peculiar. Surgiu por causa das mulheres do interior do Nordeste
do Brasil, que se reuniam para costurar e aproveitavam para fazer intrigas e
mexericos... fazer fuxicos. Daí o sentido moderno do termo. Ah, bom!
Alunos participam da 25ª Festa Nacional do Tropeiro

Silveira, a 220km de São Paulo: este
foi o destino dos alunos da 8ª série, em sua viagem pela cultura
popular da Terra Brasilis. Nos dias 26 e 27 de agosto, os alunos participaram
da 25ª Festa Nacional dos Tropeiros, maior manifestação tropeirista do
Brasil.
A cidade surgiu a partir de um rancho
de tropeiros da família Silveira, no período de expansão do café. Hoje é
sede da Fundação Nacional do Tropeirismo, instalada num casarão do século
passado, que resgata a história do movimento.
Silveira é a primeira cidade da
Estrada dos Tropeiros (antiga São Paulo–Rio de Janeiro) - que pode ser
considerada o Circuito das Cidades Históricas de São Paulo.
O Magno esteve presente na Festa
Nacional do Tropeiro com o envolvimento direto de 30 alunos, que vivenciaram
o folclore, a religiosidade e a cultura dos tropeiros. Na festa realizada na
cidade histórica de Silveira aconteceu de tudo: até uma divertida
corrida de mulas. Uma das atividades programadas para os alunos foi uma aula de culinária com dona Maria Aparecida, muito famosa
na cidade graças às suas pamonhas.
Essa viagem a Silveira complementou
mais uma fase do Projeto de Conclusão de Curso da 8ª série, que já teve a
participação dos alunos acompanhando a Romaria de Pirapora, em festa junina
com danças folclóricas e culinária típica, além de já terem recebido as
visitas de folcloristas e cordelista.
Segura, peão!!! O Projeto Terra
Brasilis faz escala na 8ª Festa do Peão de Boiadeiro de Cotia

Nos dias 19 e 20 de agosto, um grupo de 30
alunos da 8ª série teve a rara oportunidade de vivenciar o cotidiano e a
cultura do peão de boiadeiro, figura marcante no imaginário popular
brasileiro. Como parte do Projeto Terra Brasilis, eles participaram da 8ª
Festa do peão de Boiadeiro de Cotia.
O Rodeio, reconhecido como esporte
competitivo e que ano após ano atrai milhares de pessoas para as arenas de
todo o Brasil, tem cada vez mais causado polêmicas. Alguns acham que os
rodeios são superproduções americanizadas e outros já os defendem como uma
festa tipicamente brasileira. Fato é que este personagem do campo,
desbravador de fronteiras e imortalizado na literatura, é parte integrante
da cultura nacional.
Os alunos, que pesquisaram a origem e
a história dos rodeios, puderam entrar nessa discussão e tirar as suas
próprias conclusões, inclusive como participantes, pois assistiram a
tradicionais provas da festa, como a do laço e a dos tambores.
Esta foi mais uma atividade por meio da qual
os alunos passam pela experiência de conhecer uma cultura diferente do povo
brasileiro. A próxima viagem será para a cidade de Silveira, onde acontece a
Festa dos Tropeiros.
Alunos
recebem a visita de um típico gaúcho para um dedo de prosa
No primeiro encontro pós-férias dos
alunos da 8ª série com o Projeto Terra Brasilis, um grupo recebeu uma visita
pra lá de inusitada. O Sr. José Roberto Telles, um típico gaúcho, pai da
professora de História Ana Angela, veio conversar com os alunos e contar
histórias típicas do Rio Grande do Sul.
Curiosidades como o preparo do
tradicional chimarrão e o problema que pode ser criado em recusar a bebida
na casa de um gaúcho, foram contadas de uma maneira muito bem-humorada.
Para concluir o papo sobre as
comidas típicas do Rio Grande, os alunos foram convidados para um jantar, no
qual, além de colocarem a mão na massa para fazer um arroz carreteiro com
charque, também puderam degustar e conhecer um pouco dos sabores gaúchos.
Alunos da 8ª série dão toque especial à Festa Junina no Terra Brasilis
Danças típicas, como a catira e o
pau-de-fita, apresentações de folclorista e doces especialmente preparados
pelos alunos: a tradicional Festa Junina do Colégio Magno teve um toque
especial em 2005.
Como parte do Projeto de Conclusão de
Curso Terra Brasilis, os alunos da 8ª série enriqueceram a festa com os
conhecimentos sobre cultura popular brasileira que vêm desenvolvendo.
Depois de muita pesquisa e ensaios
com as professoras de música, eles apresentaram danças típicas, como a
catira e o pau-de-fita, que foram um sucesso diante do público que
compareceu em peso à apresentação.
Quem esteve presente também pôde
assistir e participar de uma grande festa com o folclorista Inimar dos Reis
e seus dançarinos na apresentação musical. Muitos pais fizeram questão de
participar das danças com seus filhos e a alegria tomou conta do ginásio do
Magno.
Além das danças, os alunos também
pesquisaram sobre os doces juninos e, com o auxílio da professora Vânia
Lobo, participaram de uma aula de culinária, na qual arregaçaram as mangas e
colocaram literalmente a mão na massa.
Fizeram potes e mais potes de
arroz-doce, pavê de amendoim, queijadinha e bolo de fubá, que foram vendidos
na festa e a verba alcançada, revertida para a formatura dos alunos da 3ª
série do Ensino Médio.

Alunos começam os
ensaios de danças típicas brasileiras
no Projeto Terra Brasilis
Depois de uma intensa pesquisa sobre
as festas típicas brasileiras, os alunos da 8ª série começaram a ensaiar
duas que são muito tradicionais: catira e pau-de-fita.
Dentro do Projeto de Conclusão de
Curso Terra Brasilis, os alunos estão tendo a oportunidade de conhecer mais
sobre a rica cultura brasileira, e na próxima festa junina do Magno, dia 18
de junho, poderão mostrar para todos os convidados o que aprenderam.
Os grupos que vão apresentar a
Catira, também conhecida como cateretê, estão contando com a colaboração da
coordenadora e professora de música Ligia Brull. Os alunos dançarinos se
colocam em duas fileiras, uma em frente à outra, e acompanham a música das
violas com passos ritmados e sincronizados pelas palmas e sapateados.
Um outro grupo já ensaia com a
professora e musicista do Mágico de Oz, Analucia Fajardo, a dança do
pau-de-fita, na qual os alunos dançam trançando e destrançando fitas
coloridas em redor de um mastro, acompanhando a música da sanfona.
Aguardem o resultado de todo este
empenho em junho!

Alunos do Magno acompanham romaria para vivenciar tradições populares
brasileiras

No sábado, dia 30 de abril, um grupo de 30 jovens paulistanos deixaram suas
residências na Zona Sul de São Paulo para uma experiência da qual certamente
não se esquecerão: eles acompanharam uma procissão de romeiros, ciclistas,
cavaleiros, charreteiros e jeeps em Pirapora de Bom Jesus. Por um dia,
deixaram de lado hábitos urbanos para mergulhar na cultura popular brasileira.
O grupo saiu em ônibus e também teve à
disposição seis cavalos, que foram utilizados em sistema de rodízio pelos
alunos, que acompanharam a procissão levando bandeiras e faixas, como todos
os romeiros.
O ponto de partida para os 53 km a serem
percorridos foi o Largo Boneville, em Santo Amaro, passando pela Igreja
Martriz, no Largo 13 de maio, Ponte João Dias, Av. Giovanni Gronchi, e
pegando a BR para chegar na Estrada dos Romeiros que leva à cidade.
A Romaria de Pirapora do Bom Jesus é a
segunda maior do país, perdendo apenas para a de Aparecida (popularmente
conhecida como Aparecida do Norte) em número de romeiros.
Depois de participar da abertura da festa,
que durou todo o final de semana, os alunos retornaram a São Paulo.

Folclore nordestino
faz o maior sucesso no Projeto Terra Brasilis
“Eu agora vou dizer/ para você
escutar/ Assim é fácil aprender/ Quando esta história terminar...”: entre
uma frase e outra, risos, atenção, envolvimento, aprendizado. Assim foi o
encontro dos alunos da 8ª série com um especialista em uma das mais
importantes expressões da cultura popular, o cordel.
O encontro com o cordelista
César Obeid, no dia 20 de abril, fez parte do Projeto Terra Brasilis.
De um modo bastante agradável,
o convidado mostrou a literatura de cordel e fez uma apresentação na qual
incluiu em sua música o nome de alunos e até mesmo dos professores e das
coordenadoras do projeto, sempre improvisando e fazendo com que todos se
envolvessem.
Foram explicados os principais
temas do cordel desenvolvidos por um artista popular: amor, velhice,
natureza, cotidiano e fábulas. Além disso, os alunos descobriram o que
distingue o repente do cordel. César também contou histórias criadas na
hora, com personagens do Colégio Magno, e assim como os cordelistas que se
apresentavam nas feiras públicas do interior do Nordeste, de repente ele
parava na melhor parte... É que está entre as tradições do cordelista gerar
uma maior expectativa e “passar o chapéu”, arrecadando o pagamento pela
história.
A apresentação terminou com um
tema em que César improvisava as frases, deixando a conclusão por conta dos
alunos. Depois da iniciação no cordel e de ter as explicações de como
fazê-lo, os alunos agora se preparam para uma oficina na qual produzirão,
com toda certeza, um rico material.
Alunos da 8ª série
fazem oficina de cordel dentro do Projeto Terra Brasilis
O cordel é uma das mais
importantes manifestações da cultura popular brasileira. Isso, todo
estudante um dia ouviu dizer. Mas, para compreender de fato o que significa,
é preciso fazer o cordel, conhecer suas técnicas e sua temática. É isso que
os alunos da 8ª série farão, em uma oficina de cordel que acontece no dia 20
de abril, com o cordelista César Obeid.
Os alunos aprenderão que a arte
do cordel não é apenas a do improviso e das rimas. O cordel retrata os
sonhos de um povo, as esperanças humanas, a vida do retirante, do migrante,
do homem que vive ligado à terra.
Esta semana acontece uma aula especial com a professora Dulce, de
Literatura.
Essa aula será uma preparação,
para que os alunos estejam afiados para participar da oficina em que
realizarão a poesia popular do cordel. Na aula, a professora vai mostrar e
explicar o que é a literatura de cordel e seus principais personagens, como
Luís da Câmara Cascudo e Manuel Diéges Junior, dois ilustres folcloristas
brasileiros.
Estas atividades fazem parte do
Projeto de Conclusão de Curso da 8ª série, Terra Brasilis - uma viagem pela
cultura popular brasileira.
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Cordel é o mesmo
que
barbante
Corda grossa ou corda fina
Seja corda ou cordão
Como a vida nos ensina
É brincadeira e arte
Pro menino e pra menina.
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Um cordel é só de verso
Poesia e muita rima
Outro cordel faz figuras
Fio por baixo, fio por cima
Misturando verso e forma
Hoje vai ter esse clima.
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Chamo de literatura
O cordel que é falado
Cada linha é bem dita
Cada verso é bem rimado
Arte do povo que adora
Baião de dois e xaxado.
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Raízes do Brasil
Alunos da 8ª série surpreendem-se ao descobrir origens da cultura brasileira
Em
tempos de globalização, 100 alunos da 8ª série do Colégio Magno, estão
percorrendo um caminho inverso: começaram a pesquisar as origens das raízes
culturais brasileiras e se preparam para, em breve, participar de
cavalgadas, como a dos tropeiros, e de outras manifestações culturais do
interior do país, como romarias, procissões, folguedos, cordéis e emboladas.
Até o final do ano, concluirão seus estudos e vivências, que serão
apresentados em monografias e exposições de fotos, vídeos e trabalhos, no
Projeto de Conclusão de Curso.
Essa foi a forma encontrada pelo Magno para
dar uma visão diferente do riquíssimo folclore brasileiro, muitas vezes
tratado de forma caricatural. Para isso, o primeiro passo foi a descoberta
das próprias raízes dos alunos. Remexendo documentos antigos, conversando
com avós e bisavós, todos trataram de recompor a trajetória da própria
família. Descobriram-se descendentes de índios, negros, japoneses, italianos
e de famílias do interior paulista, representantes da cultura caipira.
“Tão acostumados à tecnologia da
informação, os estudantes se surpreenderam, já na primeira fase do projeto,
com a riqueza dos diálogos com seus próprios familiares, descobrindo o mundo
até então desconhecido de profissões, ‘causos’, passatempos e segredos”,
conta Maria Raquel Cintra Campos, coordenadora do projeto.
Essa primeira etapa já gerou a primeira
produção: a exposição de um mapa das raízes de cada família, onde também
foram expostas certidões de nascimento, fotos e outras recordações. Agora,
os alunos se preparam para aprofundar as pesquisas e entrar em contato
direto com as fontes da cultura popular.
“Nossos alunos terão a oportunidade de
vivenciar, conhecer, entender e registrar diversas tradições, receitas,
histórias do Brasil, construindo uma compreensão mais profunda e respeitosa
da cultura popular”, explica Myriam Tricate, diretora da escola. “Como
repórteres, serão mais do que observadores: buscarão uma interação viva,
diálogos, embarcarão em uma viagem na qual encontrarão, ao final, a si
mesmos”, completa.

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