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Nome completo:
Rodrigo Junqueira dos Reis
Nome artístico: Rodrigo Santoro
Data de nascimento: 22/08/1975
Local: Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil
Profissão: ator
Do pai, italiano, ele herdou o sangue
quente do sul da Calábria e a paixão pela macarronada – até se aventura
ao fogão para cozinhar as suas. Da mãe, uma artista plástica, conserva a
veia artística que garante seu lugar entre as feras do horário nobre da
TV. Da infância, guarda as lembranças da fazenda do avô, em Ribeirão
Preto, onde passava as férias, e a vida tranqüila em Petrópolis, cidade
em que nasceu e morou até os 18 anos. Longe das metrópoles, pôde brincar
descalço na rua, ter seu carrinho de rolimã e alimentar seu sonho de
brilhar nos palcos.
Diferentemente da maioria dos
adolescentes que o adoram, Rodrigo nunca gostou de badalações noturnas.
Dorme e acorda cedo, dispensa fast-food, não fuma nem bebe e gosta de
programas light: cineminha, teatro, visitas aos amigos e, é claro,
namorar, porque ninguém é de ferro!
Um marco na vida dele aconteceu na
adolescência, quando o garoto que adorava os Smurfs conheceu o The Doors.
Bastou para se apaixonar pelo rock. Hoje curte vários estilos musicais,
do clássico ao new age. A leitura é outra paixão – adorou O Coiote, de
Roberto Freire. Mas na literatura ele também é eclético, e em sua
estante há lugar para publicações de arte, revistas em quadrinhos,
ficção científica e ecologia, sem falar no papa William Shakespeare, um
autor que o fascina. Rodrigo não segue rigidamente nenhuma religião, mas
admira Jesus Cristo, Buda e Alan Kardec.
Amante de esportes radicais,
principalmente os praticados com pranchas, adora desbravar novas trilhas
com sua bike, em lugares que não conta pra ninguém. Cuidar da saúde é um
prazer especial para este sex simbol de corpo atlético e carinha de
príncipe. Faz meditação transcendental para manter em alfa seus 1,90m,
81kg (sapatos 43 e manequim idem). Aquele arzinho zen que cativa é
resultado desses freqüentes encontros consigo mesmo. Enquanto cuida do
corpo e da mente, Rodrigo também se dedica à preservação do meio
ambiente. Abraçou a causa ecológica e topa fazer gratuitamente qualquer
campanha para ongs como o Greenpeace.

Por ser um cobiçado galã, pode parecer
um namorador irremediável. Mas nem tanto! A primeira namorada foi aos 14
anos, no Colégio Aplicação. Foi um ano e meio de paixão. Depois disso,
jura que só namorou pra valer duas vezes. Romântico, quer casamento e
filhos. Inteligente, pensa nisso só para o futuro.
Leonino de 22 de agosto de 1975, adora
dar presentes, principalmente flores. Na hora de receber, não escolhe,
pois quando pequeno, a avó de um primo sempre lhe dava meias no
aniversário. Ficava chateado com a pouca criatividade dela, mas com isso
aprendeu que qualquer manifestação de carinho é bem-vinda.
Aos 17 anos, Rodrigo começou a descer a
serra de Petrópolis em direção ao Rio de Janeiro, onde, além de praticar
o surf, também estudava na Oficina de Atores da Globo e se preparava
para o vestibular. Passou para medicina e para publicidade em três
universidades, e escolheu publicidade na Pontifícia Universidade
Católica (PUC). Quase no final do curso teve que trancar a matrícula.
Motivo: a novela "O Amor Está no Ar", da qual foi protagonista, exigia
tanta dedicação, que foi impossível conciliar a faculdade com o primeiro
grande trabalho na TV. Mas ele pretende concluir os estudos quando a
profissão que escolheu lhe der uma chance. Embora Rodrigo Santoro nunca
tenha se imaginado ator quando criança, a intimidade com o palco vem
desde a sua infância, quando ele fazia teatro de fantoches para a
família, em festas como Páscoa e Natal. Na adolescência, junto com os
colegas do Colégio Aplicação, ele passou a adaptar filmes da TV para a
"Sessão lítero-musical" promovida por um professor de português. Entre
tantos filmes que adaptou, ele se recorda do famoso "Férias do Barulho",
que marcou época para muitos da sua geração.
Mas o começo não foi nada fácil. Ao
chegar ao Rio de Janeiro, mal conhecia a cidade e não tinha nenhum amigo
por perto. Em Copacabana, morava de frente para uma favela e, um mês
depois, temendo balas perdidas, preferiu alugar um quarto. Mais tarde,
optou por uma república de estudantes. Logo foi convidado para seu
primeiro trabalho: Pedro, na novela "Olho por Olho". Aos 19 anos (1994),
foi contratado pela Globo para atuar em "Pátria Minha" e, finalmente,
pôde alugar seu apartamento. Escolheu o bairro do Leblon para viver.

Deu para conciliar a TV e a faculdade
por algum tempo, mas, em 1996, com apenas 21 anos, abandonou os estudos
para desempenhar seu primeiro grande papel: como protagonista de "O Amor
Está no Ar". No ano seguinte, fez de graça o curta-metragem "Depois do
Escuro", do cineasta Dirceu Lustosa. No filme, premiado em vários
festivais, ele encarnou três personagens por puro amor à arte. Gostou
tanto da experiência que pretende repetir. Roteiros e convites não lhe
têm faltado. O que falta, é tempo.
Mas foi aos 23 anos, depois de atuar
em cinco novelas e ser considerado uma das grandes revelações da
televisão brasileira, que veio o grande desafio: o papel de Frei Malthus,
em "Hilda Furacão", quando ele fez par romântico com Ana Paula Arósio.
Rodrigo conta que o papel exigia uma carga emocional tão grande, devido
ao sentimento de culpa sentido pelo religioso, que foi difícil separar o
ator do personagem. Além disso, sua exagerada autocrítica acabou
resultando em três meses de angústia. Afinal, ele sabia que aquele
trabalho seria decisivo para o futuro de sua carreira. Valeu a pena!
Além de ótimas críticas, respeito como ator e conquista de um espaço,
Rodrigo aumentou sua legião de fãs e, logo depois, ganhou o papel
principal em "Suave Veneno", novela exibida no horário mais valorizado
da TV brasileira.

Com a boa experiência que adquiriu na
telinha, Rodrigo partiu para o teatro, na pele do mosqueteiro D'Artagnan,
ao lado de Pedro Vasconcelos, Thierry Figueira, Marcelo Faria e Luana
Piovani.
Feliz por encarnar um ídolo seu de
infância, por aprender esgrima e, no final de tudo, ainda levar a
"Milady" para casa , ele se diz apaixonado pelo teatro.

Fã de Robert de Niro, Al Pacino,
Fernanda Montenegro, Meryl Streep e Juliette Binoche, Rodrigo diz que
com Paulo Autran aprendeu a arte da humildade. Agora, sonha com um bem
produzido filme de ação para o cinema. Papéis que o atraem? Qualquer um
que o distancie de sua realidade: um porteiro, um maluco ou um bandido.
Afinal, para ele, o bom da vida é buscar coisas novas. E a interpretação
permite isso.

TRABALHOS
REALIZADOS
TV
Mulheres Apaixonadas (2003) - Diogo
Estrela-Guia (2001) - Carlos Charles
Pimenta
Suave Veneno (1998) - Eliseo Vieira
Hilda Furacão (1998) - Frei Malthus
O Amor Está no Ar (1997) - Leo
Explode Coração (1996) - Serginho
Pátria Minha (1995) - Fernando
Olho por Olho (1994)
Cinema
As Panteras 2 - Detonando (2003)
Carandiru, de Hector Babenco (2003)
Abril Despedaçado, de Walter Salles
(2001)
Bicho de Sete Cabeças, de Laiz
Bondanski (2000)
O Trapalhão e a Luz Azul, de Paulo
Aragão e Alexandre Bouri (1999)
Como Ser Solteiro, de Rosane Svartmann
(1998)
Depois do Escuro, de Dirceu Lustosa
(1996)
Teatro

D'Artagnan e os Três Mosqueteiros
Premiações
- Melhor Ator, no Grande Prêmio BR de
Cinema, por sua atuação em "Bicho de Sete Cabeças" (2001).
- Melhor Ator, no Festival de Brasília,
por sua atuação em "Bicho de Sete Cabeças" (2001).
-
Melhor Ator, no Festival de
Recife, por sua atuação em "Bicho de Sete Cabeças" (2001).
-

Curiosidades
- Fez sua formação na Oficina de Atores
da Rede Globo.
- Participou de sete novelas ("Olho no
Olho", "Pátria Minha", "Explode Coração", "O Amor Está no Ar", "Suave
Veneno", "Estrela-Guia" e "Mulheres Apaixonadas").
- Atuou em episódio da série "Comédia
da Vida Privada" e na minissérie "Hilda Furacão".
- No teatro, viveu o personagem-título
da peça "D’Artagnan e os Três Mosqueteiros".
-
Por ter se formado na TV e por
sua bela estampa, Rodrigo era tido como típico galã de novelas, até
protagonizar Bicho de Sete Cabeças e, em seguida, Abril Despedaçado, de
Walter Salles.
-

-
Seu sucesso foi tamanho nos dois
filmes, que a Columbia Pictures o convocou para participação especial em
produção internacional (As Panteras II).
       
Rodrigo Santoro nos deu a honra de
homenageá-lo por meio da montagem Bicho de Sete Cabeças, uma peça
teatral desafiadora que o grupo Magno monta neste ano de 2003 e
conseguiu sua participação, mesmo que em playback. Por meio do cineasta
Hector Babenco, pudemos contatar Rodrigo Santoro e perceber nele uma
excelente pessoa, disponível, educado e muito assediado; contudo, ele
nos recebeu para um bate-papo com todo o grupo, no dia da gravação nos
estúdios da Rádio Eldorado FM.
Grupo Magno de Teatro:
Rodrigo, agradecemos demais seu apoio ao Grupo nesta montagem do Bicho
de Sete Cabeças e sua atenção em nos receber. Aqui está o folder do
Grupo Magno de
Teatro e o cartaz da nossa montagem.
Agora, vamos à primeira pergunta. Você
começou na televisão e de repente deu um salto: virou ator de cinema
premiado e com projeção internacional. Não foi muito rápido?
Rodrigo Santoro:
Não. Não dei um salto, dei mais um passo. Quando fui convidado para
fazer o 'Bicho', em 2001, estava a fim de fazer cinema há muito tempo.
Me emocionei com a história e aceitei o papel por um único motivo:
vontade de contar aquela história. Nunca imaginei ganhar um prêmio;
ganhei oito... Não tracei uma estratégia para virar ator de cinema.
Simplesmente segui o que sempre segui na minha vida: meu instinto e meu
coração. Quando a oportunidade apareceu, ralei muito. Sou um ator em
início de carreira, aprendendo e experimentando. Estou de licença da
Globo agora, mas quero voltar à televisão. Foi onde aprendi o pouco que
sei.

GMT:
Você tinha medo de ser o eterno galã global?
Rodrigo Santoro:
Meu receio era ficar limitado. Isso é perigoso em qualquer carreira:
acham que você deu certo numa coisa e continuam mantendo. Quem é o galã?
Nem sempre é o mocinho; pode ser o vilão que desperta desejos nas
mulheres. Fiz personagens diferentes, a mídia é que me enquadrou como
galã. Mas nem planejei me livrar do estigma. Tive a oportunidade de
fazer um padre ['Hilda Furacão', 1998], o que mudou minha vida. Por
causa desse trabalho, fui convidado para o 'Bicho'. Nunca construí uma
imagem, construí personagens.
GMT:
Você não planeja e dá tudo certo?
Rodrigo
Santoro: Também não fico
navegando sem rumo. Me dedico, estudo. A chave é: faça sua parte,
pratique o bem e deixe a vida fluir.
GMT:
A sorte também conta?
Rodrigo
Santoro: Tenho muita sorte.
E agradeço a Deus, muito. O sucesso é um conjunto: tem o talento, a
sorte, a dedicação, a ética. Tento ter um pouco de cada coisa.
GMT:
O produtor de 'Abril Despedaçado', o norte-americano Arthur Cohn, disse
que você tem potencial para astro internacional. Você tem essa ambição?

Rodrigo Santoro:
[Risos] Estou filmando na Europa um longa inspirado num romance de
Tenesse Williams. Minha ambição é continuar me desenvolvendo como ator,
não importa onde. O que me fascina na profissão é viver outras
personalidades e tocar as pessoas. E o trabalho de pesquisa, que eu
adoro. Para o 'Bicho', pesquisei o universo das instituições mentais.
Nas filmagens de 'Abril', vivi um mês no sertão, aprendi a fazer
rapadura. Acordava às 6h, cortava a cana, moía. Passei duas semanas
sozinho, dormindo naquela casa [onde vivia seu personagem, Tonho], sem
luz. Esquentava minha comidinha no fogão à lenha. Foi importante essa
imersão, porque existe o Rodrigo urbano. Lá eu era um cara que pensava e
se movimentava de outra forma.
GMT:
Como se esvazia dos personagens?
Rodrigo Santoro:
Fazendo as coisas de que gosto, voltando para mim. Nas últimas férias,
viajei pela Europa, depois fui para a Califórnia surfar.
GMT:
Com o que você gasta dinheiro?
Rodrigo Santoro:
Pagando contas. Tenho meu apartamento na Gávea e um Jeep. Não sou
consumista, de comprar roupa. Mas compro minha prancha nova, tenho
minhas coisas.
GMT:
Qual é seu sonho de consumo?
Rodrigo Santoro:
Uma casa no campo, com cavalos. Cresci no meio do mato, meus dois avôs
têm fazenda. O pai do meu pai, que é italiano, tem uma fazendinha em
Petrópolis [RJ], onde nasci. O pai da minha mãe tem fazenda em Ribeirão
Preto [SP]. Fui criado de pé descalço, com um monte de bichos.
GMT:
Verdade que na infância você quebrou o braço quatro vezes?
Rodrigo Santoro:
Três vezes. Minha mãe diz que eu era um pouco arteiro, vivia pendurado
em árvore. Uma vez, caí do cavalo, outra vez torci o braço na
jabuticabeira e fiquei preso nos galhos... Meus pais dizem que eu sumia,
que me viam de manhã e de noite, e na hora do almoço tinham que ficar me
procurando.
GMT:
Você fez 27 anos em agosto. Se sente adulto?
Rodrigo Santoro:
Não sei. A gente fala que adulto é gente grande. Acho que não sou gente
grande ainda não. Nem sei se quero ser. Quando volto à fazenda, fico
descalço, de short, fazendo as mesmas coisas, só que agora sou maior.
Gosto daquela coisa de quando a gente é criança, em que a maior
preocupação é qual é a hora do jantar. Com o tempo, claro, você vai
amadurecendo, seu olhar se transforma. Tenho preocupações de gente
grande, mas na essência me sinto o mesmo.
GMT:
Onde aparece o lado menino?
Rodrigo Santoro:
Quando estou com meus amigos de infância ou fazendo esporte. Surfar é um
brinquedinho para mim.
GMT:
Como foi sua educação?
Rodrigo Santoro:
Meu pai é engenheiro mecânico e minha mãe artista plástica. Ela já mexeu
com cerâmica, madeira, agora pinta telas. Tenho uma irmã três anos mais
nova [Flávia, arquiteta]. Eles nos mostraram os caminhos, deixando que a
gente optasse. Quando comecei como ator, eles me disseram: 'Vai ser
difícil'. Mas nunca foram contra. Tem pai que acha que tem que educar
como ele foi educado. Não entende que o tempo dele era outro, que é
outro ser humano ali. Entender que o filho tem outra personalidade,
outros desejos, é fundamental. Minha família é maravilhosa. Somos
calorosos, de beijar, abraçar. Temos uma relação de amor, sem chavão.
GMT:
Você nunca apanhou?
Rodrigo Santoro:
Ah, tomei umas tamancadas da minha mãe, de leve, mas nunca doía. Eu ria.
Na fazenda, minha avó falava: 'Olha a varinha de marmelo!'. Mas nunca vi
a tal varinha.
GMT:
Você foi um adolescente rebelde?
Rodrigo Santoro:
Não. Petrópolis é uma cidade menor, tinha aquela coisa de juntar a turma
na casa dos amigos, festa com música lenta, nada de mais.
GMT:
Você fumou maconha?
Rodrigo
Santoro: Já experimentei.
Mas não faz parte da minha vida. De vez em quando bebo um pouco, mas não
gosto muito do gosto. Bebo vinho ou cerveja, socialmente.

GMT:
Nenhum vício, nenhuma obsessão...
Rodrigo Santoro:
Sou obsessivo com trabalho. Tenho tentado melhorar, porque não é
saudável. Sou autocrítico demais, fico me martirizando: 'Ah, podia ter
feito de outra forma'. Mas já estou mais light.
GMT:
Qual foi sua experiência de trabalho mais radical?
Rodrigo Santoro:
Em uma cena do 'Bicho', em que estou esperando para tomar eletrochoque.
A história é verídica e o cara que viveu aquilo me falava de um estado
indescritível: uma mistura de pânico, terror e descontrole. É como
alguém te trancar numa sala e dizer: 'Fica aí que daqui a pouco vou te
matar'. Não bastava ficar com cara de assustado ou dar uns tremiliques.
Pedi para ficar trancado, buscando esse sentimento, com respiração,
pensamentos, e foi uma experiência enlouquecedora. Fiquei realmente fora
de controle.
GMT:
Como decidiu ser ator?
Rodrigo Santoro:
Até 'Pátria Minha' [1994], era um hobby. Sempre fui apaixonado por
cinema e fazia peças no colégio. Aos 18 anos, me mudei para o Rio para
estudar Comunicação na PUC. Queria atuar na área de criação de
publicidade. Acabei fazendo a Oficina de Atores da Globo, indicado por
um amigo. Levei a faculdade em paralelo com a TV, mas quando peguei um
protagonista ['O Amor Está No Ar', 1997], não consegui conciliar. Parei
no meio do terceiro ano.
GMT:
Fora do Brasil, é um alívio andar na rua sem ser reconhecido?
Rodrigo Santoro:
O olhar do público não me incomoda, o que me incomoda é a invasão da
mídia. É um constante julgamento: 'Com quem você estava, onde foi, o que
estava fazendo?'. Todo ser humano, famoso ou não, precisa de um pouco de
privacidade.
GMT:
Mas você escolheu ser ator e isso implica que as pessoas tenham
curiosidade sobre a sua vida. Qual é o limite?

Rodrigo Santoro:
A partir do momento em que as pessoas te perseguem escondido, acho um
crime. Lady Di morreu disso. Já fui perseguido de carro saindo de
festas; estou falando do abuso. É importante colocar isso porque às
vezes sou entendido como arrogante. Eu não falo da minha vida pessoal,
não gosto e não vou falar. E não é porque fiquei famoso. Sempre me abri
apenas com meus amigos.
GMT:
No episódio da apresentadora Fernanda Lima, em que tiraram uma foto de
vocês...
Rodrigo
Santoro: Uma não, 14.
GMT:
... se beijando e publicaram na capa de uma revista, não seria mais
fácil dizer: 'Beijei, e daí?'? Acabaria o mistério.
Rodrigo
Santoro: Ninguém fez
mistério, a questão não é essa. Eu tenho o direito, como todo mundo, de
me relacionar com alguém e, quando achar que é a hora, aí, sim, deixar
que os outros saibam. Só que pessoas públicas não têm esse direito. Já
vem alguém, tira uma foto e diz que você está namorando.
GMT:
Se você está apaixonado, uma foto atrapalha?

Rodrigo Santoro:
Atrapalha, porque uma foto gera cem telefonemas, coloca cem pessoas na
sua casa te perseguindo. Você é obrigado a dar satisfação de uma coisa
que nem sabe direito o que é, porque não teve tempo de saber.
GMT:
Mas não é por isso que você está sem namorada.
Rodrigo Santoro:
De maneira nenhuma. Quando eu encontrar uma namorada, a mídia vai saber!
[Suspira] Só quero ter o tempo de uma pessoa normal. Às vezes você se
apaixona na primeira noite, às vezes demora uma semana, às vezes não se
apaixona. A relação pode continuar depois da foto? Pode. Mas aí sua vida
já virou um inferno.
GMT:
Foi o que piorou o episódio do fim do seu namoro com a Luana Piovani?
[Eles namoraram três anos e meio, quando uma revista publicou fotos da
atriz com o empresário Cristiano Rangel.]
Rodrigo Santoro:
Pois é. Esse e outros mil. É uma coisa que está tomando proporções
absurdas, de demanda, de vender. O Ronaldinho, quando voltou da Copa,
falou: “Tem cinco caras na porta da minha casa, não estou conseguindo
ter férias”. Ah, faz parte, ele é famoso. Sim, mas peraí! Na última vez
em que fui perseguido, pensei que podia ser seqüestro, fiquei apavorado.
O Rio está cada dia mais perigoso, me senti ameaçado, a ponto de ficar
na nóia e chamar a polícia! Depois fui saber que eram uns caras que
queriam me fotografar de sunga. Olha, não tenho nem palavras...
[Indignado]

GMT:
No caso da Luana, você ficou sabendo pela revista?
Rodrigo Santoro:
Não, isso não é verdade. É completamente diferente a história. Não me
levantei para falar porque diz respeito a mim e a ela.
GMT:
É problema tocar no nome dela?
Rodrigo Santoro:
Não, só é uma coisa sobre a qual não falo. Como não falo da Cássia
[Linhares, atriz, com quem namorou dois anos, antes de Luana]. Mas vende
mais falar da Luana.
GMT:
Está pronto para um novo amor?

Rodrigo Santoro:
Há muito tempo. (risos)
GMT:
Por que você está sozinho?
Rodrigo Santoro:
Talvez eu não esteja tão sozinho assim... (risos) A vida é feita de
momentos. Vira-e-mexe encontro uma pessoa na vida. Só não tenho uma
namorada para apresentar.
GMT:
É difícil encontrar alguém especial?
Rodrigo Santoro:
O especial é difícil. O próprio nome diz, não está aí a toda hora, é
selecionado. Mas não é impossível.
GMT:
O que te atrai numa mulher?
Rodrigo Santoro:
Ah, cara, não tem uma fórmula. É um conjunto: o charme, a personalidade,
o magnetismo. Gosto das qualidades de que todo mundo gosta: uma pessoa
que tenha caráter, que seja carinhosa, inteligente, de boa índole. Uma
pessoa do bem.
GMT:
Quantas vezes você amou?
Rodrigo Santoro:
[Pausa] Poderia contar numa mão.

GMT:
Acredita em amor para sempre?
Rodrigo Santoro:
Quero acreditar. Ter uma relação com intimidade está ficando cada vez
mais difícil, mas acredito no amor que supera as barreiras. Precisa
existir esse sentimento e é necessário que ele seja verdadeiro,
pulsante. E não só o amor homem/mulher. Amor por tudo.
GMT:
Você quer casar, ser pai?
Rodrigo
Santoro: Eu quero muito
ser pai. Não é um ideal, porque não fico pensando: 'Quero ter um filho e
uma filha'. Mas a idéia de ter filhos me encanta. Acho que é a minha
vontade fundamental. E, claro, que eles tenham uma mãe e a gente viva
juntos.
GMT:
Já deu de cara com a hipótese concreta de ser pai?
Rodrigo
Santoro: Nunca, graças a
Deus. Nem sei como reagiria. Sempre me precavi porque não quero estar
nessa situação, a não ser que eu queira, que a pessoa que esteja comigo
queira, aí vai ser lindo, maravilhoso.
GMT:
Você separa sexo e amor?

Rodrigo Santoro:
Amor é uma palavra forte. Às vezes acontece uma paixão, não é sexo por
sexo. No mínimo, é uma atração muito forte.
GMT:
Você já traiu?
Rodrigo Santoro:
Já. Há muito tempo e eu abri. Mas normalmente sou fiel. Respeito o que
estou vivendo, o carinho que tenho pela pessoa.
GMT:
Você é ciumento?
Rodrigo Santoro:
Já fui mais. Sou menos e menos. Eu sentia ciúme de irmã, de namorada, da
minha família. Mas é uma coisa que tem que ter na dose certa, bem
pouquinho. Dá para trabalhar isso racionalmente, porque a maioria dos
motivos de ciúme não é motivo. É um impulso, uma insegurança. Eu sou
emocional, mas procuro equilibrar. Gosto que tenham um pouquinho de
ciúme de mim também. É gostoso sentir que você é importante.

GMT:
Você gosta de morar sozinho?
Rodrigo Santoro:
Adoro. É bacana você gostar de você quando está com seus amigos, mas
mais bacana é gostar de você quando está sozinho. Se não estiver
resolvido consigo mesmo, o resto fica complicado.
GMT:
Como se vira com a vida doméstica?
Rodrigo Santoro:
Tenho uma empregada, mas não sou um cara bagunceiro. Vivo viajando, como
na rua, faço uma pasta de vez em quando. Sou filho de italiano, é
tradição. Tem todo um ritual, preparo o molho. Mas tenho que estar a
fim, não faço sempre.
GMT:
O que você faz sempre em casa?
Rodrigo Santoro:
Leio, vejo filmes, ouço música. Fiz meditação transcendental durante um
ano; vira-e-mexe, medito. Uso a internet para fazer pesquisas e mandar
e-mail, mas não sou muito de computador. Sou rústico, prefiro escrever
com caneta e papel.
GMT:
O que anda lendo e ouvindo?
Rodrigo Santoro:
Tenho lido mais projetos. O último livro foi 'Fios do Tempo', de Peter
Brook [produtor teatral], em que ele conta suas experiências teatrais.
Tenho ouvido muito jazz e os de sempre: MPB, Caetano, último disco do
Gil, em que ele canta Bob. Sou 'fanzão' do Bob Marley.
GMT:
Você se olha muito no espelho?

Rodrigo Santoro:
Depois que comecei a trabalhar com a [minha] imagem, menos. Na minha
casa, só tenho espelho no banheiro.
GMT:
Em 'Abril Despedaçado', você está o tempo todo sujo. O que era aquele
grude?
Rodrigo Santoro:
Sujeira pura. Eu tomava banho de terra todo dia. Terra no cabelo, no
corpo, na cara. Durante quase três meses lavei o cabelo só com água, sem
xampu nem sabonete. A oleosidade do cabelo com a terra era aquela papa
lá.
GMT:
Você se acha bonito?
Rodrigo Santoro:
Não.

GMT:
Fala sério!
Rodrigo Santoro:
É sério. São 27 anos que eu olho para a minha cara; estou cansado!
[Risos]
GMT:
Quem é linda para você?
Rodrigo Santoro:
No conjunto? Juliette Binoche. Acho ela um charme. Bonita,
interessante.
GMT:
Qual a última vez em que brigou?
Rodrigo Santoro:
Fico impaciente no trânsito, mas é difícil me tirar do sério. A não ser
que me agridam. Aí o sangue italiano fala alto.
GMT:
Você chora?
Rodrigo Santoro:
Quem não chora? De tristeza, faz tempo que não choro, graças a Deus. Só
tenho chorado de emoção. Chorei em Veneza, na primeira vez em que vi
'Abril'. E a gente foi aplaudido durante oito minutos, de pé. Foi
inesquecível.
GMT:
Se pudesse ter três desejos realizados, quais seriam?
Rodrigo Santoro:
Posso transformar os três em um, pra ficar bem forte? Saúde. É só o que
eu peço. Saúde para mim e para todo mundo.
GMT:
O que você anda se perguntando?
Rodrigo Santoro:
[Pausa] Para que lado eu vou agora? Que rumo tomar? Minha dúvida eterna
é: o que mais posso fazer para crescer?
GMT:
Você se sente em qual parte desse caminho?
Rodrigo Santoro:
Não faço a mínima idéia, não sei como é meu caminho, não sei onde ele
termina. Sei onde ele começou e que estou num ótimo pedaço. Um momento
lindo da minha vida, de gratificação, de reconhecimento, de amizade.
Estou praticamente pleno. Estou bem-bem.
GMT:
As cenas de maior impacto em "Bicho de Sete Cabeças", provavelmente, são
as tomadas dentro dos manicômios. Como foi o contato com este universo e
o processo de preparação do personagem?
Rodrigo Santoro:
Fora os ensaios e trabalhos corporais. Eu realizei pesquisas de campo.
Visitei manicômios no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde tive contato
com enfermeiros e, principalmente, com pacientes. Eu sentia como se eles
vivessem numa redoma, com sofrimento, com agonia. Cada um carregando sua
história particular. Eu contei também com o trabalho jornalístico e de
pesquisa que a Laís fez sobre a situação dessas instituições nos últimos
dois anos. Tive contato com esse universo que eu desconhecia. O processo
de preparação para a filmagem foi uma experiência muito intensa. Talvez
uma das sensações mais fortes que eu tive como ator. Passava o dia todo
dedicado, pensando no tema. Eu sonhava e acordava com aquilo. E o que é
tratado no filme está muito próximo da realidade mesmo. Quase um
documentário. Eu, inclusive, li o livro do Carrano e cheguei a gravar
minha própria voz durante a leitura do episódio do eletrochoque. É um
trecho bem emocionante do livro. Sem contar que esta cena do filme foi
uma das mais difíceis de filmar.
GMT:
Por falar nesta cena, há nela algo de estranho: quando o personagem Neto
recebe a descarga elétrica, os médicos o seguram com firmeza no leito.
Como é que eles não recebem a corrente elétrica, estando em contato com
o paciente?
Rodrigo Santoro:
Eu tive uma aula prática sobre isso. A corrente, na verdade, se chama
amperagem. Ela passa pela têmpora do paciente. Não tem a mesma
intensidade da descarga no corpo inteiro. Ela fica concentrada na
cabeça. Os enfermeiros seguram o paciente pelos membros e tronco. Na
verdade, eles também recebem um choque, porém em menor intensidade.
GMT:
No filme, o conflito de gerações é tão chamativo quanto a questão
manicomial. Você já passou por problemas de diálogo em casa semelhantes
aos do personagem?
Rodrigo Santoro:
O meu pai é completamente diferente do personagem de Walmor Chagas. Eu
sempre tive muita conversa e esclarecimento dentro de casa. Viver com
falta de diálogo, como no filme, foi outro desafio para mim. Dá pra ver
que o personagem Neto não tinha nada a ver comigo. Ele foi 100% criado.
Mas voltando à questão de pais e filhos, acho que a minha criação me
ajudou muito a escolher as coisas que eu julgava certas, e não o que era
imposto pelo pai ou pela mãe. O pai, quando toma uma atitude impositora,
acha que está fazendo bem para o filho, passando para ele seus valores,
seus conselhos. Numa fase da vida como a do personagem, é muito fácil
haver um conflito de gerações. O filho acha o pai um saco, enquanto o
pai não entende o filho porque ele começa a ter vontade própria. Acho
que caberia principalmente aos pais, que já foram adolescentes um dia,
estarem mais abertos e procurarem ajudar seus filhos. Com um pouco de
amor e diálogo se resolve a situação, sem precisar tomar uma atitude
drástica, como aconteceu no filme.
GMT:
Você é mais conhecido por trabalhar em televisão. O "Bicho" foi sua
estréia no cinema. Quais as diferenças mais notáveis entre atuar para
cinema e para TV?
Rodrigo Santoro:
Existe muita, mas muita diferença mesmo entre o trabalho de ator para
cinema e TV. E esta diferença eu comecei a sentir há pouco tempo, a
partir do ano passado, em razão dos meus primeiros trabalhos para
cinema. Uma diferença básica é a forma de se trabalhar a estrutura do
roteiro. Em televisão, numa novela, por exemplo, você tem seis, oito
meses para contar uma história e procura transmitir as informações do
roteiro devagar. Num filme você passaria as mesmas informações em um
olhar, em um segundo. Então o tempo já corresponde a uma diferença
gritante. A maneira de moldar o personagem também é completamente
diferente. Num filme você já chega com ele pronto, enquanto na televisão
você vai conhecendo um pedacinho do personagem à medida que os episódios
avançam. E não adianta o ator bolar um caráter muito fixo pro
personagem. Vai que na semana que vem o autor escreve uma cena que você
jamais imaginaria para o personagem. Fora isso, as filmagens no cinema
são fora de ordem.

Você pode começar filmando uma cena do
final.
GMT:
Após esta estréia, você tem recebido mais convites para filmes?
Rodrigo Santoro:
Sim, mas eu não posso julgar ainda porque estes filmes estão em fase
de captação de recursos. Então não há nada confirmado ainda, mas pode
ser que chegue uma resposta no segundo semestre.
GMT:
Mas você já filmou seu segundo longa, "Abril Despedaçado".
Rodrigo Santoro:
Sim. Foi o último filme do diretor Walter Salles Jr. Nele eu fiz o papel
de um matuto, outro trabalho para o qual eu me dediquei bastante.
GMT:
E na TV e no teatro?
Rodrigo Santoro:
Para teatro, existe um texto que eu e alguns atores estamos estudando
para encenar no ano que vem.
GMT:
É possível ser um ator popular sem sofrer invasão de privacidade?
Rodrigo Santoro:
Acho que não. A popularidade está diretamente ligada à falta de
privacidade. As pessoas sempre querem saber de pormenores da vida íntima
de quem está na mídia. Se você souber como driblar isso, me diz como se
faz (risos).
Eu nunca quero passar por isso.
Ninguém quer. Eu também não queria, mas
aconteceu.
GMT:
Agora nos conte Rodrigo, deve ser difícil beijar um homem na boca, como
foi aquele beijo em Carandiru no personagem Sem Chance? (No filme
inspirado no livro "Estação Carandiru", de Drauzio Varella, Santoro vive
o travesti Lady Di, que se casa na penitenciária paulista com o baixinho
Sem Chance, interpretado por Gero Camillo. O ator contou que para compor
o personagem foi para as ruas de Copacabana para "trocar uma idéia" com
travestis que fazem ponto no calçadão).
Rodrigo Santoro:
Difícil mesmo foi fazer o personagem, o resto é contexto. Compreendi o
que o Hector queria. Tinha de ser uma pessoa sem julgamentos e com muita
humanidade, tentando sobreviver ali com os outros, independente de ser
homem ou mulher.
GMT:
Apesar de ser elogiado pelas atrizes que interpretam as panteras (Santoro
participou do filme “As Panteras - Detonando” ), seu personagem tem
vida curta no filme e morre logo na primeira meia hora.
Durante sua
participação, não fala nada. Aparece quase sempre sem camisa e em cenas
como um surfista na praia e em um campeonato de motocross. Mesmo assim,
tem seu nome nos créditos iniciais do filme.
Nos EUA, "As Panteras - Detonando"
estreou na semana passada, dia 27, com uma bilheteria de US$ 38 milhões.
Rodrigo, como foi sua experiência em
Hollywood?
Rodrigo Santoro:
Foi muito legal, e mesmo não tendo diálogos, interpretei. Se não fosse
isso, quer dizer que os atores na época do cinema mudo não
interpretavam? E através deste e outros trabalhos, oportunidades podem e
vão surgir.
GMT:
Temos duas questões sobre a boataria que rola solta. Primeira, o romance
com Paloma, com quem tem sido visto constantemente, dentro e fora do
Projac, é verdade?
Rodrigo Santoro:
Já disseram que eu ia ganhar um cachê de US$ 1 milhão, que estava
namorando a Cameron Diaz, a Gisele Bündchen. Não se trata mais de
desmentir ou confirmar nada. Tanto eu quanto a Paloma já cansamos de
dizer que somos apenas amigos e colegas de elenco. Se as pessoas não
acreditam, fazer o quê?
GMT:
Segunda, o desejo de sair da novela...
Rodrigo Santoro:
Talvez as pessoas falem porque não sou o protagonista. Mas me dá prazer
estar ajudando a contar esta história e ver que a novela tem espaço para
que todos os personagens se desenvolvam. Aceitei fazer o Diogo porque
estava há algum tempo longe das novelas (a última fora "Estrela-guia",
de 2001) e porque sempre admirei o (autor) Manoel Carlos. Eu também
queria fazer um trabalho mais leve, depois de "Carandiru" (em que viveu
um travesti preso), e o Diogo é um cara que você pode encontrar em
qualquer lugar.GMT:
Os boatos sobre sua saída da novela ganharam força porque, depois de
receber autorização para ir ao Festival de Cannes, em maio,
representando "Carandiru" (Rodrigo voltou a pedir para se ausentar das
gravações, para estar presente à pré-estréia de "As Panteras 2" nos
Estados Unidos).
Rodrigo Santoro
: Não sou o único ator a pedir para deixar de gravar por alguns dias, e
ainda nem tive resposta da direção. E o Manoel Carlos resolve isso com
muita habilidade: quando fui a Cannes, ele inventou uma ida do Diogo ao
Chile, que até serviu para a história do personagem com a Marina. Ele
trabalha com turismo, é natural que viaje.
GMT:
E como é viver sem privacidade e perseguido pelos papparazzi?
Rodrigo Santoro:
Eu não sabia como agir quando havia paparazzi por perto. Hoje, pelo
menos, já não fico mais bravo. Não tenho o mínimo controle sobre isso,
mas não vou deixar de sair, surfar, fazer o que tenho que fazer por
causa deles.
GMT:
Bom, Rodrigo, o tempo passou voando e sabemos que sua ponte aérea sai
daqui a uma hora. Só podemos lhe agradecer e convidá-lo para o Bicho de
Sete Cabeças nos dias 2 e 23 de outubro, no Teatro Ruth Escobar, às 21h.
Todos estes alunos aproveitaram esse
ótimo papo e as alunas jamais o esquecerão (risos).

Rodrigo Santoro:
Eu adorei também todos vocês. Aqui, Sérgio, Ximena, está meu cartão,
para vocês darem uma ligada próximo à data, mas já desejo muita sorte
para vocês e um beijo para toda a moçada do Magno.
Valeu... mesmo!
Agradecimentos:
Hector Babenco Produções Artísticas
Eldorado FM 92.9 MHZ
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