Na cidade de São Paulo, existem muitas áreas de mananciais (nascentes
de rios, protegidas por lei), com comunidades instaladas
irregularmente. A comunidade de Bororé é um exemplo de ocupação
irregular numa área de manancial.
Possui um sistema de eliminação de esgoto através de fossas sépticas e
rústicas (ilegais). Como o lençol freático é alto, existe alto grau de
contaminação dos poços.
A região não é atendida pelo sistema de água e esgoto da Sabesp,
apesar de a comunidade já ter reivindicado a construção de estações de
tratamento de esgoto para tentar solucionar o problema, uma vez que,
contaminado o lençol freático, existe a contaminação da própria
represa. Dessa forma, a população não teria de onde retirar água
potável para o consumo.
O objetivo do trabalho do grupo é sensibilizar a população de Bororé
para a necessidade de se estabelecer um sistema eficiente de
tratamento do esgoto.
O grupo pesquisou em diferentes fontes e conheceu um exemplo recente
de parceria bem sucedida entre a prefeitura de São Bernardo do Campo,
o Ministério Público estadual e os moradores do Jardim dos Pinheiros,
que viabilizaram a construção da primeira estação de tratamento de
esgotos em área de manancial, na região da represa Billings. Os alunos
fizeram uma visita a essa prefeitura no dia 13 de agosto.
No início de agosto, o grupo recebeu a visita do biólogo André Simas,
que desenvolveu um trabalho para identificar o índice de contaminação
dos poços na região de Bororé e concluiu que o ideal para essa região
será a construção de uma estação com sistema orgânico de tratamento,
chamado wetlands (solos filtrantes).
Os wetlands são construídos baseando-se em características da região
(áreas alagadas). Isto é, o esgoto seria encaminhado para uma várzea e
ali seria feito o plantio de algumas plantas – como o aguapé, por
exemplo – que teriam o papel de, através da raiz, filtrar os agentes
biológicos como bactérias, protozoários, etc.
Após essa “limpeza”, a água seria encaminhada para um determinado
local para ser distribuída novamente para a população, com a
finalidade de ser reutilizada, por exemplo, na irrigação de
plantações.
Segundo o biólogo, o sistema de cloração da água do poço para ser
bebida, conforme orientação da Sabesp, é ineficiente, pois existe a
constante poluição das águas através do lençol freático, já
contaminado.

Acompanhe as descobertas que os grupos estão fazendo e as metas dos
projetos: