Até algumas décadas atrás, o rio Tietê era utilizado em provas de
natação. Dá para acreditar? Pois é justamente a partir de dados
interessantes como esse que os alunos do Grupo Lazer buscam entender
as causas do alto grau de contaminação que impede que esse rio seja
novamente utilizado para transporte e lazer.
O grupo enfocou sua atuação na região do Bororé, que, por se localizar
num braço da represa Billings, é uma região muito visitada por
turistas nos finais de semana. Esse turismo, porém, é bastante
desordenado.
Os alunos fizeram uma visita ao local no mês de maio e tiveram
conhecimento de que se trata de uma região rural, e não urbana, embora
pertencente ao município de São Paulo. Eles investigaram sobre o lazer
dos moradores da ilha, o turismo e os problemas acarretados pelos
turistas.
Os moradores relataram que não querem o desenvolvimento do turismo na
ilha, pois a experiência que têm é bastante desastrosa. O local é
invadido nos finais de semana por moradores de outras regiões, e o que
resta, depois disso, é uma grande quantidade de lixo espalhado pela
região e desordem na ilha.
Além disso, a balsa fica sobrecarregada e os moradores demoram horas
para conseguir atravessar um percurso de dez minutos (tanto na ida
quanto na volta), o que dificulta a vinda para São Paulo.
O lazer dos próprios moradores de Bororé também é alvo do estudo. Ao
contrário do que se pode imaginar, a riqueza natural da região não
oferece alternativas para os habitantes da ilha, que possuem apenas um
grupo de roda de capoeira e um de teatro.
Existe um projeto, já em andamento, de abertura de uma trilha para
turismo, dentro da mata. Busca-se também reativar um clube particular,
com toda infra-estrutura para funcionamento, de propriedade da
associação dos bancários.
Além disso, há demandas específicas dos jovens. O grupo conheceu,
nessa visita, uma turma de jovens skatistas que mostraram a vontade de
ter uma pista de skate e uma de bicicross na ilha, para seu lazer.
Outra reivindicação é uma praça e uma quadra poliesportiva.
Após essa visita, o grupo ficou muito empolgado com a possibilidade da
construção das pistas e interessado na busca de patrocínio.
No início de agosto, o grupo visitou o “Programa Aprendiz Comgás”, com
o objetivo de conhecer os passos para o estabelecimento de parcerias e
de captação de verbas para a implantação de um projeto social. Os
alunos vão sugerir à Caloi que se torne uma empresa parceira da
comunidade de Bororé, tentando ser os mediadores desse processo.
A exemplo do que ocorre com outros grupos, os alunos puderam conhecer
muitas belas histórias humanas e personagens muito interessantes. No
estudo, os alunos visitaram a casa do pescador Edvaldo Barreiro, cujo
quintal faz limite com a represa. Ele pesca tilápias com um engradado,
desses usados para guardar garrafas, e lá mesmo, no seu quintal,
empacota o peixe, destinado à venda para consumidores locais.

Acompanhe as descobertas que os grupos estão fazendo e as metas dos
projetos: