Projeto Tietê: um rio passado a limpo______

Projeto Tietê: alunos navegam pela história viva de um rio.  

            A história de um rio é sempre uma história de vida e de vidas: dos que viajaram pelas águas, dos que cresceram às suas margens, dos que beberam de sua riqueza. Essa é também a história do rio Tietê, que começou em 2003 a ser contada de uma nova e interessante perspectiva – o olhar dos alunos da 8ª série do Magno.

            No Projeto Tietê – um rio passado a limpo, novamente as turmas da 8ª estão percorrendo a trajetória que leva da pergunta a possíveis respostas, da hipótese à conclusão, da teoria à prática. Assim como ocorreu no ano passado, quando o objeto de estudo foi a comunidade de Ana Dias, no Vale do Ribeira, em 2003 os alunos dividem-se em grupos para conhecer, de fato, um dos mais importantes rios paulistas.

            Durante o primeiro semestre, os alunos fizeram o primeiro reconhecimento do tema. A partir do esboço inicial, produzido com o auxílio de professores do Instituto de Geologia da Universidade de São Paulo, os alunos estudaram sobre o assunto e formataram a pesquisa. Fizeram também viagens de pesquisa a determinados pontos do rio Tietê, cenário de contrates socioambientais.

            Muitas turmas foram à região da Ilha de Bororé, por exemplo. Às margens da represa Billings, a região do Bororé não é exatamente um local bucólico. Marcado pela carência da população, mostra o choque entre a ocupação urbana desenfreada e as áreas de proteção de mananciais.

            Pois é justamente visitando áreas que ampliam a experiência de vida que os alunos crescem durante a realização do projeto de conclusão de curso.

            Na visita a essa região, vários grupos encontraram material de estudo. O pessoal do grupo Política Energética foi até Bororé para o estudo da captação e distribuição de energia elétrica. Ao mesmo tempo, aprofundam-se no tema, aprendendo mais sobre o gargalo da produção de energia e alternativas viáveis.

            Na mesma região, que fica na área de proteção de mananciais, o grupo de Recuperação Ambiental pesquisa sobre as alternativas de lazer às margens da represa Billings e as conseqüências da falta de educação ambiental, já que o turismo é um fator de degradação da área.
            A turma que analisa questões relacionadas ao Uso Sustentável da Água aproveitou a oportunidade para conhecer o sistema de distribuição da água para a comunidade e o sistema de eliminação das águas sujas, por meio de fossas sépticas.  As fossas provocam um alto grau de contaminação das águas dos poços artesianos, tornando-se um problema de saúde pública.

Acompanhe as descobertas que os grupos estão fazendo e as metas dos projetos:

Grupo

Professor Orientador

Recuperação ambiental Maria Júlia - MO 
Política energética Elizabeth
Uso sustentável Osmar 
Homem e a cultura Dulce Maria
Lazer Esther 
Ocupação das margens Clice