Projeto Tietê: um rio passado a limpo______

Grupo Recuperação Ambiental

Qualidade da água é qualidade de vida

 

           

A meta do grupo é conhecer os problemas de contaminação da água na bacia do rio Tietê e descobrir soluções viáveis que evitem a degradação do meio ambiente. Os alunos estão envolvidos com um dos mais graves problemas sanitários da periferia: o uso de água contaminada pela construção inadequada de fossas e poços.
O trabalho partiu do levantamento de informações sobre um projeto de despoluição do rio que já está em curso, desenvolvido pela Sabesp e Cetesb na região metropolitana de São Paulo e na bacia do Médio Tietê, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.
Os alunos acreditam, porém, que as ações desse projeto serão mais eficientes se as pessoas que produzem lixo e geram o esgoto percebam seu papel dentro desse problema. Por isso resolveram, a exemplo dos outros grupos, focar o trabalho na região de Bororé.
O grupo preparou um questionário, a fim de obter informações sobre a região, seus moradores, hábitos e dificuldades em relação ao uso da água.
Em maio, no início da pesquisa de campo, o grupo visitou a comunidade de Bororé e a sua entidade representativa, a Ecoativa. Aplicaram o questionário e mapearam o caminho da água consumida, desde sua origem até o momento de seu despejo. Levantaram então algumas informações que estão subsidiando o seu projeto, tais como:
- a ilha é habitada por cerca de 2.700 pessoas de baixa renda;
- os moradores usam poços para captação de água e fossas sépticas ou fossas rasas (mais baratas) para despejo dos esgotos;
- a maior parte dos poços é contaminada por coliformes fecais, porque estão localizados próximos às fossas. Outros poços, mesmo localizados longe das fossas, também encontram-se contaminados, por ser o lençol freático muito permeável;
- os moradores recebem orientação de Agentes da Saúde sobre cloração da água usada para beber;
- em épocas de seca, os moradores chegam a ficar sem água em seus poços;
- a população pede à prefeitura seis estações de tratamento de esgoto.

No início de agosto, o grupo foi à Cetesb. Os alunos informaram-se sobre métodos de análise microbiológica que permitem detectar o índice de poluição da água.
O grupo descobriu que as fossas na região do Bororé não são construídas de acordo com as normas estabelecidas pela Cetesb – os moradores apenas cavam um buraco na terra , sem construir as paredes protetoras.
O grupo pretende agora elaborar maquetes interativas que representem a contaminação da água e também apresentar uma maquete do modelo ideal de fossa séptica, a fim de sensibilizar e estimular os moradores a buscar recursos para construírem as fossas adequadamente.






Acompanhe as descobertas que os grupos estão fazendo e as metas dos projetos:

Grupo

Orientador

Recuperação ambiental Profa. Maria Júlia - MO 
Política energética Profa. Elizabeth
Uso sustentável Prof. Osmar 
Homem e a cultura Profa. Dulce Maria
Lazer Profa. Esther 
Ocupação das margens Profa. Clice