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Os locais sugeridos para intervenção referem-se a
áreas com realidades bastante distintas daquela na qual se insere o estudante do
Colégio Magno: uma comunidade de quilombolas e uma aldeia indígena. Essas áreas, bem
como os assentamentos rurais e o semi-árido brasileiro, são considerados como
prioritários pelo governo federal no programa de combate à fome.
Veja
Imagens
Quilombolas
Descendentes de escravos negros, os quilombolas sobrevivem em enclaves
comunitários, na maioria das vezes brigando pela posse da terra, embora tenham
garantidos seus direitos com a Constituição de 1988. Vivem, em geral, de
atividades vinculadas à agricultura de subsistência, artesanato, extrativismo e
pesca, variando de acordo com as regiões em que estão situados.
Não há um levantamento preciso sobre as comunidades brasileiras
de quilombolas.
Estima-se que existam cerca de 800 comunidades negras em todo
o país, embora
apenas 33 sejam oficialmente reconhecidas e 18, tituladas.
No estado de São Paulo, são reconhecidas pelo ITESP (Instituto de Terras do
Estado de São Paulo) 16 comunidades, e 12 estão em processo de reconhecimento.
Entre as mais conhecidas e organizadas, estão as comunidades do Vale do Ribeira,
no sul do estado, localizadas nos municípios de Iporanga e Eldorado, como
Ivapurunduva e André Lopes. Outras, embora reconhecidas, não possuem organização
interna bem estruturada para garantir os direitos de vínculo com a terra, obtidos
pela titulação. Exemplo disso é a comunidade do Cafundó, em Salto do Pirapora,
próximo a Sorocaba, cujas terras estão sendo invadidas por condomínios urbanos
de alto padrão. Essa comunidade foi retratada por Paulo Betti, na elaboração de
um longa metragem intitulado “Cafundó”.
A questão fundiária pode ser um mote excelente para o desenvolvimento de
projetos. As manifestações artísticas e religiosas dessas comunidades podem
gerar um rico intercâmbio cultural. A proximidade com a cidade de São Paulo
permite visitas constantes entre as comunidades parceiras. Entretanto, essa
questão, a fundiária, pode também ser uma grande fonte de dificuldades para o
desenvolvimento das ações. É necessária uma preparação mais contextualizada da comunidade interna do
Magno em relação à problemática dos quilombolas.
Aldeias indígenas
A população indígena brasileira, estimada em 300 mil pessoas, apresenta graves
problemas relacionados à questão fundiária, à saúde e à educação. No estado de
São Paulo, atualmente, estão estabelecidos representantes de alguns grupos
indígenas, como os terena, os guarani e os kaingang, em localidades muitas vezes
bem conhecidas pelo público do Magno (Ubatuba, Iguape, Cananéia, entre outras).
A problemática, bastante atual nas discussões socioambientais, demanda ações
emergenciais em diferentes áreas. A proximidade entre as comunidades envolvidas
favorece vínculos estreitados. Porém, a problemática indígena exige a
participação de especialistas. Ações de educação e saúde devem ser feitas com o
acompanhamento de profissionais, indígenas ou não, que indiquem as diretrizes
básicas e os princípios norteadores. |