Você tem fome de quê?

Colégio Magno
Projeto de Conclusão de curso 2004

introdução

por quê?

objetivo geral

objetivos específicos

intervensão social

"A gente não quer só comida,
a gent
e quer comida, diversão e arte.
a gente nã
o quer só comida,
a gente quer
saída para qualquer parte."
Arnaldo Antunes, Marcelo Fromee Sérgio Britto

grupos

locais

métodos

procedimentos

atividades

         

 Locais

   

Os locais sugeridos para intervenção referem-se a áreas com realidades bastante distintas daquela na qual se insere o estudante do Colégio Magno: uma comunidade de quilombolas e uma aldeia indígena. Essas áreas, bem como os assentamentos rurais e o semi-árido brasileiro, são considerados como prioritários pelo governo federal no programa de combate à fome.

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Quilombolas

Descendentes de escravos negros, os quilombolas sobrevivem em enclaves comunitários, na maioria das vezes brigando pela posse da terra, embora tenham garantidos seus direitos com a Constituição de 1988. Vivem, em geral, de atividades vinculadas à agricultura de subsistência, artesanato, extrativismo e pesca, variando de acordo com as regiões em que estão situados.
Não há um levantamento preciso sobre as comunidades brasileiras de quilombolas. Estima-se que existam cerca de 800 comunidades negras em todo o país, embora apenas 33 sejam oficialmente reconhecidas e 18, tituladas.
No estado de São Paulo, são reconhecidas pelo ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) 16 comunidades, e 12 estão em processo de reconhecimento. Entre as mais conhecidas e organizadas, estão as comunidades do Vale do Ribeira, no sul do estado, localizadas nos municípios de Iporanga e Eldorado, como Ivapurunduva e André Lopes. Outras, embora reconhecidas, não possuem organização interna bem estruturada para garantir os direitos de vínculo com a terra, obtidos pela titulação. Exemplo disso é a comunidade do Cafundó, em Salto do Pirapora, próximo a Sorocaba, cujas terras estão sendo invadidas por condomínios urbanos de alto padrão. Essa comunidade foi retratada por Paulo Betti, na elaboração de um longa metragem intitulado “Cafundó”.
A questão fundiária pode ser um mote excelente para o desenvolvimento de projetos. As manifestações artísticas e religiosas dessas comunidades podem gerar um rico intercâmbio cultural. A proximidade com a cidade de São Paulo permite visitas constantes entre as comunidades parceiras. Entretanto, essa questão, a fundiária, pode também ser uma grande fonte de dificuldades para o desenvolvimento das ações. É necessária uma preparação mais contextualizada da comunidade interna do Magno  em relação à problemática dos quilombolas.

Aldeias indígenas

A população indígena brasileira, estimada em 300 mil pessoas, apresenta graves problemas relacionados à questão fundiária, à saúde e à educação. No estado de São Paulo, atualmente, estão estabelecidos representantes de alguns grupos indígenas, como os terena, os guarani e os kaingang, em localidades muitas vezes bem conhecidas pelo público do Magno (Ubatuba, Iguape, Cananéia, entre outras).
A problemática, bastante atual nas discussões socioambientais, demanda ações emergenciais em diferentes áreas. A proximidade entre as comunidades envolvidas favorece vínculos estreitados. Porém, a problemática indígena exige a participação de especialistas. Ações de educação e saúde devem ser feitas com o acompanhamento de profissionais, indígenas ou não, que indiquem as diretrizes básicas e os princípios norteadores.



 

 


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