Você tem fome de quê?

Colégio Magno
Projeto de Conclusão de curso 2004

introdução

por quê?

objetivo geral

objetivos específicos

intervensão social

"A gente não quer só comida,
a gent
e quer comida, diversão e arte.
a gente nã
o quer só comida,
a gente quer
saída para qualquer parte."
Arnaldo Antunes, Marcelo Fromee Sérgio Britto

grupos

locais

métodos

procedimentos

atividades

     

 Intervenção Social

       


Ao pensarmos em intervenção social, precisamos definir alguns pressupostos comuns. São premissas importantes para construirmos uma linguagem comum entre os integrantes do projeto. São elas:
- Todas as partes envolvidas (estudantes, profissionais da escola, técnicos de área, público-alvo etc.) serão, direta ou indiretamente, beneficiários dos projetos.
- O termo comunidade não carrega a idéia de carente. As intervenções podem (e devem) ser realizadas em comunidades de diferentes perfis. É importante que o estudante perceba que ele pode interferir tanto na realidade de seu entorno imediato, como a escola, o bairro ou o grupo de amigos, como em realidades distantes, embora de formas diferenciadas.
- As ações desenvolvidas poderão ser pontuais e fragmentadas. Ações como essas têm a vantagem da fácil execução, mas correm o risco de se tornarem assistencialistas. É necessário que tenhamos como objetivo uma real intervenção na comunidade, que possibilite, sempre que possível, a continuidade das ações pelos próprios beneficiários diretos. Dificílimo!
- A demanda da ação precisa ser legítima. É relevante que a comunidade manifeste suas necessidades frente aos problemas detectados.
- A proposta de ação ganha força, caso planejada junto com os estudantes. Uma oficina de elaboração de projetos facilita o entendimento do problema e dos mecanismos de solução. Além disso, ao construir seu mapa de contexto, em que localizam a sua ação dentro de diferentes esferas que afetam o público-alvo (família, comunidade, governo), os estudantes percebem melhor o alcance de sua atuação. Ficam com a noção de que seu projeto é a solução de um problema concreto e localizado, inserido numa esfera mais ampla de problemas que interferem na vida dos beneficiários diretos, problemas estes que, para serem resolvidos, necessitam de outras ações, inclusive governamentais. Isso ajuda a diminuir a frustração de projetos não concretizados e a perceber que seu projeto é importante, embora pequeno perto de tudo que influencia seu público-alvo (humildade).
- Inserção comunitária. Ao participar de ações coletivas, o jovem se identifica e se sente incluído na comunidade, fortalecendo uma postura cidadã. Deixa de se preocupar apenas consigo e procura influenciar a vida das pessoas que convivem com ele e melhorar o local onde mora. Com isso, caminhamos para formar uma sociedade com outros valores, com uma nova forma de ver a relação entre a sociedade e o ambiente.
- Geração de um produto final. A própria intervenção na comunidade pode ser encarada como o produto de um projeto, mas devemos atentar para a importância de um produto sistematizado.

Alguns referenciais teóricos permeiam todas as intervenções:

- Deficiência do modelo de desenvolvimento baseado em grandes centros. Devemos buscar soluções que atendam às demandas emergenciais, mas que demonstrem uma reflexão sobre alternativas ao modelo encontrado. A tema “Fome” possibilita um questionamento sobre as grandes cidades e leva a uma reflexão sobre as diferentes soluções encontradas para viabilizar formas alternativas de vivência comunitária, baseadas em cidades de pequeno e médio porte, sistemas agroflorestais, agrovilas, entre outras.
- Desenvolvimento sustentável baseado em ações comunitárias. A interação governo–sociedade civil é de extrema importância para a resolução de questões socioambientais.
- Ações individuais, sociais e governamentais. Por vezes, as soluções dos problemas socioambientais recaem sobre o indivíduo (“se cada um fizer a sua parte, tudo ficará bem”), sobrecarregando o cidadão com a culpa de todos os males. Em outras ocasiões, são colocadas para o governo (falta de saneamento básico, falta de combate à miséria etc). É fundamental que os estudantes desenvolvam a percepção de que, ao se tratar de problemas socioambientais, não basta cada um fazer a sua parte. Ela é importante e imprescindível, mas é preciso unir esforços.



 

 


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