
| Imitação
orienta
criança nos primeiros meses de vida Crianças precisam de referenciais seguros e estáveis, que vão propiciar um desenvolvimento com menos ansiedade e angústia |
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| Olhando
para aquele ser humano pouco maior que dois palmos, os pais tentam adivinhar:
O que a criança sente? Em que está pensando agora? O que
ela deseja? A Ciência avança
e oferece pistas cada vez mais completas, por exemplo, sobre a importância
do papel da imitação.
Imitação? Sim. Isso inclui desde os primeiros movimentos autônomos da criança (como o dar "tchau") até questões mais complexas, como o "puxar" o pai ou a mãe, ou seja, uma imitação que, com o tempo, transforma-se na aquisição de costumes e acaba influindo na formação da personalidade do indivíduo. "A criança imita pessoas ou coisas que lhe são significativas. Não é uma cópia passiva, mas um refazer para aprender a fazer o que o outro faz", diz Vera Barros de Oliveira, doutora em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo e professora de pós-graduação na Universidade Metodista. Mas qual é o peso da genética? O que é inteligência para o bebê? |
De
acordo com a Dra.
Vera, a carga genética com a qualo ser humano nasce traz o seu potencial, mas o bebê só vai desenvolver sua inteligência e afetivi- dade ao interagir com os outros. A inteligê- ncia do bebê tende a ser imediatista, con- servadora e resisten- te a inovações. Neste momento, a criança precisa delimitar o seu território e as suas posses através do cheiro, do gosto e dos sentidos. Por isso mesmo, criar referenciais seguros e estáveis propicia um desenvol vimento com menos ansiedade e angústia. São procedimentos como manter a casa arrumada, estabelecer lugares acessíveis para guardar os objetos interessantes para o bebê e determinar horários certos para comer, brincar e dormir. |
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