Diga não
aos maus hábitos



    Canal Aberto
 Envie suas perguntas:

Nome:

 Pergunta:

 

 

 

Pergunta:Agradeço essa incrível oportunidade que o Col. Magno esta' nos dando de esclarecer duvidas, que tenho certeza todos nos, pais, temos!
Minha   pergunta vai para a psicóloga:
 
Como saber 'diagnosticar' os momentos (bastante) agressivos que minha filha tem? Fico em duvida se são uma mensagem de que algo não vai bem com ela ou se são só parte da fase que está (quase três anos).... Vejo outras crianças da mesma idade tendo momentos semelhantes, de frustração, raiva etc, mas os dela tem sido muito freqüentes, bem agressivos, e já tentei todo tipo de reação: conversar, brincar, ignorar, desviar a atenção dela para outra coisa, punir, ficar brava, castigar... Nada surte efeito, ela parece gostar de chamar a atenção de maneira negativa, parece se orgulhar disso...
Enfim, minha pergunta se converteu em duas: como saber se e' uma mensagem ou só uma fase da vida, e como reagir para que ela compreenda que não é legal agir assim (gritar, bater, jogar coisas no chão, não dividir coisas, etc?)
 
Agradeço muito a  orientação,
Um abraço
Marjory

 

Resposta: Marjory
 
    Gostaria muito de tranqüilizá-la dizendo que isto que está acontecendo é uma coisa ou outra, mas não tenho condições para responder sem saber mais sobre a relação entre vocês.
    Muitas crianças vivenciam esta fase em que são obrigadas a aprender ou aceitar que não são onipotentes como se sentiam até fases anteriores a esta idade, reagindo com muita força de expressão para suas emoções. Porém quem dá  a nomeação de que é agressividade, somos nós adultos, para ela é somente a expressão de seu desprazer frente uma situação onde lhe é proposta alguma forma de frustração.
    Se refletirmos sobre como fomos desenvolvendo recursos em nossa vida para tolerarmos as frustrações (e ainda hoje temos muitas manifestações de nossas dificuldades neste aspecto...),talvez possamos ter muitas idéias sobre o que as crianças podem sentir nesta fase de suas vidas e mais do que isso, cuidar dos estímulos (lugares, duração de passeios, pessoas etc) que estamos propondo para elas viverem. Até que aprendam, estaremos passando por um período de turbulência nas relações e quando falo isto me refiro as dúvidas, frustrações, ansiedades tanto dos pais como dos filhos.
    Marjory, acolher a criança em suas emoções e perceber que conversar nessa hora na maioria das vezes não tem utilidade, sempre me pareceu um bom caminho. No momento em que ela está frustrada com algo, dificilmente ela estará disponível para saber o que é legal ou não( é só lembrar como fazemos em nossas conversas quando estamos frustrados com alguma situação).
    Quanto a ser uma mensagem de algo que não vai bem com Alexia, acredito que só posso mandar perguntas para você refletir e chegar a algumas certezas:
  • Quais são suas hipóteses para que isto esteja ocorrendo?
  • Qual a freqüência em que ocorrem estas manifestações a que você se refere?
  • O que estas situações desencadeiam nas relações entre vocês?
    Espero poder ajudá-la com minhas reflexões e continue a comunicar-se comigo ou com outros interlocutores, pois quando falamos com outros, algumas de nossa dúvidas se resolvem e outras aparecem, o que enriquece nosso viver.
    Um abraço
 
                                                        Vera Denize



Pergunta:
Sou mãe de duas crianças (uma menina de 5 e um menino de 4) e desde
o ano passado venho notando que eles só ouvem o que realmente não deveria interessá-los, por exemplo uma conversa "de adulto" onde o assunto não diz respeito a eles. Quando pedimos para fazer alguma coisa, como guardar os brinquedos ou escovar os dentes, temos que falar duas ou três vezes até que ouçam, muitas vezes tendo que gritar
para sermos atendidos.
Falando com a professora de um deles, ela me disse que isso se chama "surdez seletiva" ou seja, só ouvem o que interessa a eles.
Pensei até em fazer um caderninho de "maus hábitos" e escrever todas as vezes em que não somos ouvidos, mas não quero reforçar os maus e sim os bons hábitos!!
É isso mesmo? O que posso fazer para evitar? É comum nesta idade ou a tendência é continuar assim?
Aguardo uma resposta e desde já obrigada,

Anadi Luchetti
 

Resposta:Anadi

A criança ouve tudo que está a sua volta, porém reagem somente a alguns estímulos e de forma diferente para cada um deles.
Estas reações em geral estão ligadas ao prazer que está vivendo naquele momento e freqüentemente os pedidos feitos pelos pais, não envolvem prazer algum (ex:guardar brinquedos, escovar os dentes, etc)
O que você chama de "conversa de adulto" deve mobilizar curiosidade, excitação e possivelmente prazer.
Aprender que: guardar brinquedos, escovar dentes, não falar alto em determinados lugares são "bons hábitos" ou "boas maneiras", não faz sentido nenhum para as crianças desta idade, pois envolvem conceitos abstratos, para os quais ela não desenvolveu habilidades. O pensamento nesta idade é concreto e não possui a complexidade de idéias dos adultos para pensar.
Portanto pensar que estas reações de seus filhos não são contra ou a favor de você, mas que estão pautadas no prazer/desprazer, tolerância a frustração, dos quais ela está aprendendo, talvez a ajude a participar da aprendizagem com mais tranqüilidade.
Sempre penso que conversar com nossos filhos (independente da idade) sobre o que estamos conseguindo ou esperamos conseguir, dá mais validade aos nossos propósitos e conquistas.
Converse, valide, faça "festa" para o que chama de "bons hábitos" e quanto aos outros hábitos reflita sobre o que pensa e sente a respeito deles e procure usar sua criatividade para mudá-los.
Um abraço

Vera Denize
 

 

 

Pergunta:Boa tarde! Levei meu filho, de 1 ano e 9 meses ao dentista e perguntei sobre o uso da chupeta. Mesmo sabendo que ele só usa para dormir ela me recomendou já começar, aos poucos, a tirar este hábito. Qual a melhor maneira de fazer isso? O fato de a maioria das crianças de sua classe (total care) ainda usarem chupeta, pode atrapalhar o processo? Obrigada,
Fernanda.

 

Resposta:Fernanda
Acredito que não exista uma melhor maneira para tirar o hábito da chupeta de seu filho. A melhor maneira é aquela que "conversa" com o seu jeito de ser com  seu filho, a ligação dele com a chupeta e as recomendações do dentista.

    O que isto quer dizer?

  • Você acredita que seu filho já esteja amadurecido para largar a chupeta?
  • Acredita que você e ele precisam de mais tempo?
  • Se precisarem de mais tempo, como você pode ir propondo esta idéia para vocês dois?

A melhor forma é aquela construída com base em suas certezas como mãe  na relação com seu filho, ser radical ou mais flexível tem a ver com a relação de vocês e não com padrões pré-estabelecidos.

Um abraço e continue a desenvolver conversas com você mesma e com qualquer pessoa que você imaginar que possa ajudá-la.Quando conversamos esclarecemos algumas dúvidas e criamos outras, mas todas elas são muito úteis em nosso processo de educar nossos filhos.

 

                                                   Vera Denize

 

Pergunta: Seguem três questões que nos preocupam muito...

1) Atualmente as crianças são impactadas por muita propaganda e ficam
estimuladas a consumir cedo demais!!!
O que fazer quando seu filho tem tendências consumistas?

2) As crianças estão expostas a desenhos muito violentos na televisão do tipo
Pokemon, Digimon, Yughi ho, Power Rangers, etc. Como ensinar os valores
corretos, uma vez que é muito difícil evitar que a criança assista/conheça
estes desenhos? Considerando que os pais trabalham fora e que o controle
fica mais difícil.

3) Como administrar o ciúmes do seu filho, quando depois de um reinado de
quase 4 anos, chega um irmãozinho? No início estava tudo mais tranqüilo,
porém quanto mais o bebê cresce e fica mais interativo, o mais velho se
torna mais agressivo, apesar de toda a nossa preocupação em dividir bem a
atenção para os dois.

Atenciosamente,
Tania e Ary

 

Resposta:Tania e Ary

Não acredito que possa ajudá-los falando exatamente o que pensei e estudei a respeito dos temas das questões que vocês me mandaram. Em geral, costumo transformar esse conhecimento em perguntas, pois penso que elas possam ser mais úteis na construção de suas próprias certezas na educação do Pedro.
Aí vão meus pensamentos e questões a respeito do 1º tema: propaganda e consumo.
• Vocês já pensaram de que forma esse processo, em que todos estamos imersos, influencia em seu próprio consumo?
• Como estão se expondo a essa estimulação? Ou seja: que lugares freqüentam (shoppings, lojas, feiras de exposição, etc.)? Que revistas compram?
• Como vocês fazem essas escolhas?
• Como lidam com os desejos que essas exposições provocam?
• Como aprenderam a lidar com as frustrações e as decisões relacionadas a escolhas coerentes?
• Com quem aprenderam?
Tania e Ary, acredito que a ferramenta que temos para aprender a ser educadores de nossos filhos (porque assim como outras coisas, não nascemos sabendo!!) é descobrindo ou até construindo como nós mesmos lidamos com situações similares. A partir daí, podemos dizer sim ou não para os pedidos de nossos filhos, com mais segurança em nossas ações.
Como vocês podem ver, eu proponho muitas perguntas para cada tema e imagino que elas sejam geradoras de diálogos entre vocês dois, ou ainda, com outras pessoas. Portanto, não acho muito útil eu enviar, de uma só vez, todas as idéias que tenho sobre as outras questões.
Até a próxima semana, mandarei um outro e-mail sobre mais uma das questões trazidas por vocês.
Continuem a escrever, se acharem necessário.
Um grande abraço e até a semana que vem.

Vera Denize

Psicóloga

 

Pergunta: Quando a criança está brincando com a comida, ou na hora das refeições é correto deixá-la de "castigo" sem continuar a refeição para que na próxima vez ela pense em não brincar nas refeições?
Isso aconteceu conosco uma vez, meu marido pediu várias vezes para que ela parasse, mas ela "brincando" não parou e então ele falou que a hora de comer tinha acabado e não permitiu que ela comesse.
Depois ela começou a pedir comida, dizendo que estava com fome. Eu fiquei com o "coração partido", mas mantive a posição do meu marido. Porém fiquei na dúvida se estávamos agindo corretamente

Obrigada

Thais

Resposta: Thais,
Que bom que você nos escreveu, pois essa parece ser a dúvida de muitos pais atualmente.
A forma que eu imagino que posso ajudá-la é mandando perguntas que possam ser úteis na construção de suas próprias certezas na relação com sua filha. Proponho que não as responda prontamente, faça reflexões sobre o que cada uma estimula você a pensar e permaneça uns dias observando e colhendo informações.
Qual a sua hipótese para que ela não atenda prontamente aos seus pedidos?
Ela está orientando-se pelo prazer em que está envolvida?
Ela é geniosa?
As situações a que você se refere estão relacionadas a tornar-se mais autônoma?
Ela "ouve" você em outras situações?
Quais os "ingredientes" que entram quando as coisas funcionam diferente (sem ameaças)? As emoções dela? As suas? Clareza nos pedidos? "Combinados" antecipados?
Como está sendo construída a relação de confiança entre vocês duas?
Ela demonstra aceitar você como cuidadora dela? Quando? De que forma ela o faz?
A relação entre pais e filhos, assim como todas as outras relações, precisa de um contexto em que as duas partes sejam atendidas – ela na sua busca pelo prazer, pelo brincar, e você na necessidade de educá-la para a autonomia. Por ex.: saber como e quando tomar banho, alimentar-se, tolerar frustrações, guardar brinquedos, etc.
Os "combinados" não exigem grandes explicações, pois o que leva você a exigir alguns comportamentos são processos muito abstratos que não fazem sentido para ela.
O sentido, a coerência do que está sendo pedido será dada por você do lugar de "cuidadora", e o mais importante é você sentir e ela validar esse lugar (de educadora, não é mesmo?).
Thais, proponho que você faça um diálogo consigo mesma ou até com outras pessoas e verifique se outros caminhos foram abertos, pois às vezes a solução não vai sair daquele exato momento em que você precisou usar de ameaças, mas em outras situações nas quais a relação se mostra mais confortável.
Continue a escrever, se achar necessário.
Um grande abraço,

Vera Denize
Psicóloga

Pergunta:Bom dia!
Sou pai do Luis Felipe. Gostaria de saber como a escola está tratando os assuntos abaixo:
- A criança gritar quando quer alguma coisa que não foi cedido;
- Mostrar a língua;
- Maus exemplos de outras crianças da classe;

Obrigado,
Luis Guilherme
 

Resposta:Senhor Luis Guilherme,
 Normalmente as crianças pequenas testam insistentemente os limites dados pelo adulto.
Querem, com isso, delimitar seu território, ver até onde podem chegar.
Quando as atitudes avançam nos limites do grupo, ou até, nos limites de um amigo especificamente, é preciso pontuar, restabelecer os territórios,  mesmo que para isso seja necessário afastá-lo da situação, deixando-o como espectador.
A mediação, no entanto, é fundamental.
Ponderar as atitudes, ações e reações é a maneira adequada de fazer com que a criança reflita.
De nada adiante uma ação prolongada ou fora do alcance da criança.
Atitudes pontuais, certeiras e imediatas têm um alcance muito maior.
 
Cláudia Tricate
diretora e psicóloga
do Mágico de Oz

 


Pergunta
: Olá e parabéns pelo projeto.
Gostaria de obter informações sobre alimentação e como driblar a vontade que as crianças têm de comer bobagens.
Obrigada.
Eliane

Resposta: Prezada Eliane,
Não há criança que resista às bobagens; no entanto, o grande desafio dos pais é saber o que é normal e o que é exagero na hora de oferecê-las. O ideal é que a criança seja estimulada a ter uma alimentação regular durante a maior parte do tempo, ou seja, uma alimentação que respeite horários e contenha alimentos interessantes do ponto de vista nutricional, como frutas, verduras, cereais, pães, arroz, feijão, carnes, leite e derivados. Respeitando-se essa disciplina, nos finais de semana pode haver um doce na sobremesa, um sorvete no lanche da tarde, a pipoca no cinema... não há por que proibir. O mais importante, nesse caso, é tentar impor a rotina, para que a alimentação se torne adequada e prazerosa para a criança.

A criança pede o que já conheceu e gostou. Muitas vezes erramos no início do aprendizado da alimentação da criança, oferecendo tudo o que nós, adultos, achamos gostoso. Basta limitar. Associe as " bobagens " com dia de festa, de passeio, algo fora da rotina.

Cibele Crispim
Nutricionista



Pergunta:Prezados,

Gostaria de aproveitar esta oportunidade para fazer a seguinte pergunta:
Como convencer a criança a comer legumes, feijão e outros alimentos que representam bons hábitos alimentares?
Meu filho tem 4 anos, almoça na escola (Extend) e atualmente está apresentando preferências alimentares bastante restritas.
Agradeço a atenção.
Atenciosamente,
Lucinalva.




Resposta:Prezada Lucinalva,
Uma alternativa para o caso do seu filho é oferecer preparações atrativas, que tenham verduras e legumes embutidos em sua composição (por exemplo: torta de espinafre, macarrão com legumes, purê de batata c/ cenoura). Dessa forma, a criança vai desenvolvendo o paladar e, aos poucos, o problema vai se amenizando.

E vale lembrar que o primeiro passo para se gostar de algum alimento é oferecê-lo à criança. Quanto maior a variedade de alimentos que a criança experimentar, mais variado será seu gosto quando tornar-se adulta. E também, se houver recusa no primeiro oferecimento, deve-se insistir outras vezes, pois as novidades certamente promovem "caras feias"; com o decorrer do tempo, porém, o sabor passa a ser do agrado da criança. É também fundamental que os pais apreciem tais alimentos, para dar o exemplo positivo.

Cibele Crispim
Nutricionista

 


 


Mapa Conceitual

 


Página inicial do
Colégio Magno