27/02/02 - Apresentação do projeto aos professores-orientadores Nessa reunião, as coordenadoras do projeto (Cleide Ruy e Martha Saddi), fazendo uso da estratégia conhecida como tempestade cerebral, questionaram o entendimento do grupo sobre o significado e a importância dos conceitos: projeto e sustentabilidade. A professora Judith Nuria Maida apresentou para o grupo algumas das características do sub-distrito de Ana Dias, localizado no município de Itariri. 02/03/02 - Viagem dos professores-orientadores e coordenadores para o reconhecimento de campo Durante o trajeto, a professora Judith, juntamente com as coordenadoras, expuseram os temas que seriam trabalhados, bem como, os enfoques e as questões a serem desenvolvidas em cada um deles. Na cidade de Itariri, fomos recebidos pelo Diretor do Departamento do Meio Ambiente da Prefeitura de Itariri, Pablo Dib, e pela técnica em turismo, Nancy Domingues Ezídio. Eles, no decorrer do dia, nos levaram a alguns locais da região, importantes para a realização do projeto: oficina de artesanato de resíduos da banana, área natural usada como ponto turístico, o sub-distrito de Ana Dias, onde foi construída a primeira estação ferroviária da região no início do século XX. Na prefeitura de Itariri, assistimos a um vídeo que apresentava as potencialidades do desenvolvimento do ecoturismo na região. 06/03/02 - Reunião com os pais, alunos, professores-orientadores e coordenadores A reunião foi aberta pela coordenadora Cleide, que apresentou, aos pais e alunos, os objetivos e temas do projeto. Na seqüência, foi exibido um vídeo, produzido pela escola, o qual apresentava alguns momentos do primeiro encontro (27/02) e da viagem dos professores e coordenadores (02/03). Estava presente o Diretor do Departamento do Meio Ambiente da Prefeitura de Itariri, Pablo Dib, que expôs o perfil e as características da região. A professora Judith procurou sensibilizar os pais e os alunos sobre o significado de desenvolvimento sustentável e a importância deste nos dias de hoje. 06/03/02 - Reunião da equipe de professores-orientadores e coordenadores Foi feita uma avaliação da reunião com os pais. A repercussão da proposta do projeto junto à comunidade presente foi muito positiva. Organizou-se o cronograma das atividades dos meses de março e abril, quando foi marcada a primeira viagem de reconhecimento de Itariri e Peruíbe (23/03), com o objetivo dos alunos conhecerem a região e seus recursos. 13/03/02 - Primeiro encontro com os alunos Em todos os grupos, por meio de diferentes dinâmicas, investigou-se, junto aos alunos, o que entendiam por projeto: · "Projeto é um trabalho em equipe respeitando as diferenças que surgirem, pois isso aparece em todos os relacionamentos, porém temos que pensar no projeto como um trabalho de todos, não individual". (Tatiene do Vale - Serra do Mar) · "É necessário à união de todos para a realização de um projeto". (Luan Cecílio - Serra do Mar) · "É um trabalho em grupo em que todos participam e pesquisam". (Gabriela Alcântara - Turismo) · "Discutir, agir e ajudar". (Mila de Menezes - Turismo) · "Através do projeto é possível transformar". (Thomas Bruck - Agricultura) · "Um projeto precisa ter objetivos e metas". (Isabela Veiga Atra - Agricultura) Os professores-orientadores expuseram as etapas do trabalho, as formas de avaliação e orientaram quanto à organização do material individual. Neste primeiro contato, foi solicitado a alguns grupos que pesquisassem sobre o tema a ser desenvolvido e sobre os conceitos projeto e sustentabilidade. Para o grupo Cultura foi pedido que assistissem ao filme Gaijin, o qual faz referência à imigração japonesa. Os recursos e estratégias utilizadas foram diversificadas: · transparências sobre as etapas do projeto Ana Dias (Turismo e Juréia); · artigo de revista referente a uma das propostas de trabalho da ONG WWF sobre a necessidade do homem andar de mãos dadas com a natureza (Serra do Mar); · visita a um supermercado local, com o objetivo de coletar informações sobre os tipos e preços dos peixes disponíveis ao consumidor, bem como, a região de origem destes (Caiçaras). 20/03/02 - Segundo encontro com os alunos Neste encontro, houve a preocupação de preparar os alunos para a primeira viagem de reconhecimento das regiões de interesse, para tanto, foi distribuído, lido e discutido um roteiro de orientações gerais. Buscando atender aos interesses de cada tema, foram pontuados alguns locais e aspectos da região que deveriam receber uma maior atenção e, em alguns grupos, os alunos prepararam questões que seriam usadas nas entrevistas agendadas. Os recursos e estratégias utilizadas nesse encontro foram: · texto sobre sustentabilidade no Parque Estadual da Serra do Mar enfocando o ecossistema (Serra do Mar); · folheto do Núcleo Pedro de Toledo - Parque Estadual da Serra do Mar - com orientações quanto à postura e os cuidados com o meio ambiente (Turismo e Juréia); · história em quadrinhos do folheto Itariri Zine, produzido pela técnica em Turismo Nancy, sobre a origem do município de Itariri (Turismo); · visita a um supermercado local, com o objetivo de coletar informações sobre o preço e os derivados da banana, já que este produto representa a base econômica e o sustento de Itariri (Agricultura); · trecho da Carta Agenda 21, que trata sobre o desenvolvimento sustentável (Cultura). 20/03/02 - Reunião da equipe de professores-orientadores e coordenadores do projeto Cada professor expôs, para o grupo, o andamento das atividades com os alunos. As coordenadoras apresentaram, aos professores-orientadores, o roteiro proposto para a viagem do dia 23/03. 23/03/02 - Viagem de reconhecimento da região com os alunos Como as áreas de interesse eram diversificadas e, conseqüentemente, os lugares a serem visitados não eram os mesmos, cinco grupos (Agricultura, Turismo, Urbanização, Cultura e Serra do Mar) foram para Itariri e 2 grupos (Juréia e Caiçaras) foram para Peruíbe. Os grupos que se dirigiram à Itariri, no período da manhã, fizeram as seguintes atividades: · a partir de um dos pontos turísticos da região, foi feita uma caminhada, de aproximadamente 40 min, por uma estrada até uma escola de crianças indígenas, onde havia o início da trilha para o interior da mata e a cachoeira; · o grupo da Serra do Mar fez uma dinâmica de sensibilização com a Nancy na sala de aula da escola, prepararam um material que deveria, posteriormente, ser apresentado para os outros grupos, o que não ocorreu; · o grupo da Cultura visitou a cachoeira onde praticaram o rapel; na sala de aula da escolinha foi solicitado que os alunos preparassem uma dramatização sobre o meio ambiente que, posteriormente, seria apresentada aos outros grupos, o que não ocorreu. · os grupos da Agricultura, do Turismo e da Urbanização fizeram o início da trilha e visitaram a cachoeira; · todos retornaram ao ponto inicial, onde brincaram às margens de um rio. No período da tarde: · almoço num restaurante da cidade; · alguns grupos realizaram as entrevistas e as visitações que haviam sido programadas. É preciso destacar, que nesta viagem, ficou muito explícito para o grupo a riqueza natural da região, bem como o despreparo e as deficiências da cidade para receber grupos de turistas. A partir desta experiência vivenciada pelo grupo, foram pontuados os seguintes problemas: I. Monitoria Os monitores deixaram de lado alguns aspectos muito importantes para o sucesso da visita, tais como: · não criaram vínculos com os grupos; · a linguagem e a postura não eram adequadas à faixa etária dos grupos; · não programaram adequadamente o tempo das atividades gerando um grande atraso; · não planejaram um roteiro alternativo para situações de imprevistos (alteraram a programação da manhã, sem comunicar a escola em tempo hábil, não foram realizadas: a tirolesa, a trilha e a cachoeira do Rio das Pedras); · não se mostraram preparados para orientar os alunos quanto às possibilidades que a região oferece em relação à sua riqueza natural. II. Locais selecionados para a visitação · os locais visitados não foram explorados em relação à sua riqueza natural, pois, como já dissemos, os monitores não tinham preparo suficiente, ou, simplesmente, ignoraram informações que poderiam ter sido exploradas no decorrer da caminhada, sobre a fauna, a flora, os rios, as rochas, o relevo e a ação do homem na natureza; · o trajeto para a cachoeira e para a trilha era de difícil acesso e muito perigoso; · ausência total de indicações (nome dos rios, das cachoeiras), avisos (velocidade máxima permitida na estrada, área de reserva) e alertas (cuidados com o meio ambiente) durante o percurso; · falta de locais adequados para descanso e alimentação; · não foram realizadas todas as visitas e entrevistas agendadas devido ao atraso nas atividades, é o caso dos grupos: Serra do Mar, Cultura, Agricultura e Urbanização. III. Município · a estrutura atual da cidade não valoriza o se potencial turístico; · no município percebeu-se uma total falta de infra-estrutura, preparo e interesse para receber grupos turísticos; · o restaurante em que se almoçou, o único que aparentemente comportava um número maior de pessoas: o não oferecia comida e refrigerantes para atender às opções de todos; o o prato feito (PF) gerou demora e uma grande quantidade de sobras nos pratos; o a comida não era de boa qualidade; o o atendimento deixou muito a desejar. · na cidade não havia um local em que se pudesse discutir as atividades, usar o banheiro e tomar água. Os grupos que se dirigiram para Peruíbe, realizaram no decorrer do dia as seguintes visitas: · Porto dos Pescadores; · Estação Ecológica da Juréia; · Barra do Una. Este grupo foi acompanhado por monitores indicados pela Secretaria do Meio Ambiente, pessoas nativas que demonstraram um profundo conhecimento da região, passando, a todo momento, para o grupo, informações muito importantes sobre a fauna, a flora, o cotidiano das comunidades locais e as questões ambientalistas. O almoço do grupo se deu numa casa de caiçara que, atualmente, funciona como um restaurante, uma adaptação compreensível, já que este local tornou-se um ponto de visitação obrigatória para os amantes da natureza. Foi o caso do encontro com um grupo de jovens noruegueses que estavam conhecendo a Estação Ecológica da Juréia. De uma maneira geral, as atividades programadas para estes dois grupos (Juréia e Caiçaras) foram realizadas. Porém, sentiu-se que houve um excesso de informações por parte dos monitores e uma distância muito grande entre os locais visitados. Os aspectos acima relacionados podem ser confirmados nos depoimentos: |
I
Diário de bordo I Primeiros
contatos I
Últimas notícias I
Imagens do projeto I
Carta
do Ministério do Meio Ambiente I